Eram três os Insch quando, quase ocasionalmente, os conhecemos em Agosto de 2014. Desde então, quase quatro anos passaram, amadureceram, tornaram-se pais, e lançaram o primeiro álbum da banda, “Safe Heaven” de seu nome. Tocaram em “milhentas” salas deste país, entre concertos para concurso de bandas, noites de solidariedade para com outros povos, ou como primeira parte de bandas históricas do final do século passado.

Várias experiências tentadas, chegaram ao momento do “tudo ou nada”, e decidiram no final de 2017 mudar de nome e “acrescentar mais corpo” à banda. De Insch passaram a Nowhere To Be Found, e de três elementos passaram a quatro com a preciosa entrada do também guitarrista João Quintais (tal como Tiago Duarte, guitarrista e vocalista). Estão agora também mais acompanhados, e de mais perto, pelo managing de Nuno Chanoca e a sua recente Beware Management.

Confessamos alguma intimidade com estes novos Insch, agora Nowhere To Be Found (NTBF),  conhecemos bem o percurso, que é, em “estradas diferentes”, paralelo ao nosso neste mesmo mundo da música. Não é fácil, sabemos disso, experimentamos também na pele algumas das suas vicissitudes, mas não há forma de tentar o sucesso sem se tentar milhares de vezes de formas diferentes chegar até ao objetivo. É isso que os NTBF estão a fazer, e bem.

Bem estruturados e acompanhados, com ideias assentes na terra, e a não deitar fora trabalho de sucesso que tiveram como Insch, apesar da consciência que o seu registo não é dos tais que está na moda dos grandes festivais. Honestamente, achamos que não precisam de seguir esse caminho nem o devem fazer, a sua identidade é mais importante e acabará por dar os seus frutos. Já as bandas da moda, já se sabe, “vão-se” quando a moda também “se for”.

A estreia era já uma ansiedade para a banda, o que acabou por acontecer ontem numa das noites de concertos Santa Cruz Ocean Spirit.

Para nós, a curiosidade de ver ao vivo a estreia deste novo registo mais encorpado e mais “nervoso” de NTBF. Do set apresentado tivemos oito temas, três dos quais são novos. A alguns sucessos do passado como “Catchfire” ou “Whenever You Call My Name” juntaram-se agora “Closer” – uma versão dos The Chainsmokers que conta com a participação de Emily Lazar (vocalista dos norte-americanos September Mourning) – , “The Prey” e “Traverse”, a provarem que devemos estar muito atentos a esta nova vida dos Nowhere To Be Found compostos pelo Tiago (Voz e Guitarra), Manel (Baixo), Migalhas (Bateria) e João (Guitarra).

Setlist completa do concerto:
– Catchfire
– Komorebi
– Closer
– The Prey
– Home
– It’s Yours
– Traverse
– Whenever You Call My Name

Texto – Carla Santos
Fotografia – Luis Sousa