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Da energia dos Police à delicadeza de “Fragile”: Sting brilhou na Figueira da Foz

A Praia do Relógio, na Figueira da Foz, recebeu na passada sexta-feira um dos concertos mais aguardados do verão português. Integrado no Portugal Summer Sessions, iniciativa promovida pela MOT – Memories Of Tomorrow, em parceria com a Live Nation e a Câmara Municipal da Figueira da Foz, o espetáculo de Sting esgotou rapidamente, confirmando a enorme expectativa em torno da única atuação da digressão STING 3.0 em Portugal. Cerca de 25 mil pessoas encheram o areal figueirense para assistir ao regresso de uma das mais influentes figuras da música britânica, numa noite em que nostalgia, talento e intemporalidade caminharam lado a lado.

  • 20260717 - Ambiente | Sting 3.0 @ Figueira da Foz
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Antes da entrada em palco de Sting, coube às irlandesas Dea Matrona dar início às atuações da noite. O banda irlandesa (e não britânica, como fizeram questão de frisar), apresentou um rock de forte inspiração clássica, onde se cruzam influências de nomes como Led Zeppelin, Fleetwood Mac ou The Black Keys, conquistando gradualmente o público que ia preenchendo o recinto. Com uma presença descontraída e uma energia contagiante, as jovens músicos mostraram personalidade suficiente para justificar a crescente atenção internacional que têm vindo a receber, deixando uma excelente impressão naquela que foi a missão de preparar o ambiente para o artista principal.

  • 20260717 - Dea Matrona | Sting 3.0 @ Figueira da Foz
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  • 20260717 - Dea Matrona | Sting 3.0 @ Figueira da Foz
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Pouco depois, chegou o momento mais esperado da noite. Acompanhado apenas por Dominic Miller na guitarra e Chris Maas na bateria, Sting demonstrou que a fórmula minimalista da digressão STING 3.0 continua a ser uma das suas maiores forças. Sem recorrer a grandes produções cénicas, o protagonismo pertenceu inteiramente às canções e à extraordinária cumplicidade entre os três músicos, permitindo que cada tema respirasse de forma natural e evidenciando a qualidade das interpretações ao vivo.

Ao longo de cerca de duas horas, o músico britânico conduziu o público por várias décadas da sua carreira, alternando entre os grandes clássicos dos The Police e os temas mais emblemáticos da sua carreira a solo. Canções como Message In A Bottle, Englishman In New York, Every Little Thing She Does Is Magic, Fields Of Gold, Roxanne, Walking On The Moon, Every Breath You Take ou King Of Pain foram recebidas em coro pelos milhares de espectadores, num alinhamento que privilegiou precisamente os temas que marcaram gerações.

O encerramento não poderia ter sido mais simbólico. Depois de um concerto repleto de momentos de celebração e comunhão entre artista e público, Sting regressou ao palco, acompanhado apenas pela sua guitarra acústica, para interpretar Fragile. Num ambiente de absoluto silêncio e respeito, a delicadeza da composição ganhou uma dimensão ainda mais emotiva, proporcionando um final intimista que contrastou com a energia dos grandes êxitos que o antecederam e deixando uma das imagens mais marcantes da noite.

  • 20260717 - Sting | Sting 3.0 @ Figueira da Foz
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  • 20260717 - Sting | Sting 3.0 @ Figueira da Foz
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O concerto confirmou plenamente o sucesso da aposta do Portugal Summer Sessions, que encontrou na Praia do Relógio um cenário privilegiado para receber um artista desta dimensão internacional. A organização já confirmou o regresso do evento em 2027, nos dias 16 e 17 de julho, mantendo a parceria entre a MOT, a Live Nation e a Câmara Municipal da Figueira da Foz. Ainda sem nomes anunciados para a próxima edição, a fasquia ficou naturalmente elevada depois de uma estreia coroada por uma atuação memorável de Sting. Se o objetivo era afirmar a Figueira da Foz como uma das grandes paragens da música ao vivo em Portugal durante o verão, a primeira edição do Portugal Summer Sessions dificilmente poderia ter deixado melhores argumentos para o futuro.