A 21.ª edição do Ageas Cooljazz chegou ao fim na passada sexta-feira, encerrando mais um mês de concertos no emblemático Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais. Ao longo de julho, o festival voltou a afirmar-se como um dos mais distintos do calendário nacional, combinando artistas nacionais e internacionais num ambiente intimista, rodeado pela natureza e marcado pelo pôr do sol, onde a música é apreciada sem pressas.
Para a última noite do festival, coube ao australiano Chet Faker fechar as cortinas de uma edição que voltou a reunir milhares de espectadores, depois das atuações de Miguel Marôco e Luís Severo, dois nomes da nova geração da música portuguesa que abriram caminho para um desfecho tranquilo e envolvente.
Miguel Marôco
Foi no palco Cascais Jazz Sessions by Smooth FM que Miguel Marôco deu início à derradeira jornada do festival. Com uma atuação descontraída e próxima do público, o cantor e compositor português, vencedor do prémio Smooth FM que lhe deu o direito a estar presente em Cascais, apresentou temas que refletem a sua identidade artística, conquistando gradualmente os espectadores que iam chegando ao recinto. Num final de tarde de temperaturas agradáveis, o concerto revelou-se o arranque ideal para uma noite marcada pela diversidade sonora.
Luís Severo
Já no Palco Ageas, Luís Severo surgiu sozinho ao piano, oferecendo um momento de grande intimidade. As canções, despidas de artifícios, ganharam uma dimensão ainda mais emocional através de interpretações delicadas e sentidas, criando um ambiente de silêncio atento entre o público. A simplicidade do formato revelou a força da escrita e da interpretação do músico lisboeta, proporcionando um dos momentos mais contemplativos da noite.
Chet Faker
A responsabilidade de encerrar o Ageas Cooljazz 2026 pertenceu a Chet Faker, que regressou a Portugal para apresentar ao vivo o seu mais recente trabalho, A Love For Strangers. Com a habitual elegância na fusão entre eletrónica, soul e R&B, o artista australiano conduziu o público por um concerto atmosférico, onde não faltaram temas do novo álbum, intercalados com algumas das canções que o tornaram uma referência da música alternativa contemporânea.
A iluminação cuidada, a sonoridade envolvente e a interpretação expressiva de Nick Murphy voltaram a demonstrar porque Chet Faker continua a ser um dos projetos mais marcantes da última década, encerrando a edição de 2026 de forma serena, emotiva e memorável.
Até 2027
Terminada mais uma edição, o Ageas Cooljazz despede-se de Cascais até ao próximo verão, deixando para trás um mês repleto de momentos musicais inesquecíveis e de encontros entre artistas consagrados e novos talentos. A organização confirmou já o regresso do festival entre os dias 1 e 31 de julho de 2027, prometendo manter a identidade que o distingue no panorama dos festivais portugueses. Resta agora aguardar pelo anúncio dos primeiros nomes para voltar a celebrar a música nas noites quentes de Cascais.















































































