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20 anos de Sean Riley & The Slowriders, Uma bonita celebração da vida!

A vida na sua plenitude, com quedas, saltos, frustrações, concretizações, perdas e memórias guardadas. A vida, apesar de dura, é um belo caminho para se percorrer, ainda que saibamos que a única certeza que temos é a morte.
Até lá chegarmos, vamos caminhando de mãos dadas com a música, com quem nos faz feliz e com as memórias dos que fizeram. Na passada quarta-feira, dia
25 de Março, assistimos a uma ode à vida com um manto de magia que ficou dentro de nós por várias horas.
Nesse dia, celebrámos a música, uma banda, uma jornada de 20 anos e, principalmente, a vida!

Os Sean Riley & The Slowriders fizeram uma festa bonita na Casa Capitão, aconchegando-nos a alma e o coração acreditando, sempre, que a jornada se faz a correr mas é ela que nos edifica.
Foi a
03 de Março de 2001 que Sean Riley em formato trio (Afonso Rodrigues, Bruno Simões e Filipe Costa), subiram ao palco do Teatro Gil Vicente em Coimbra, para aquele que foi o início de uma carreira coberta de uma suavidade bela que foi tocando vários corações ao longo do percurso.
A memória de quem nos deixou cedo demais estava reflectida na parede e nos corações, durante as primeiras músicas que nos apresentaram, em formato acústico dotadas de uma simplicidade melódica mas extremamente fortes, marcando, igualmente, o primeiro momento em que subiram ao palco e que tocaram, precisamente, “Let Them Good Times Roll”, “Lights Outs” e “Marble Arch” todas de
Farewell, lançado, mais tarde, em 2007.
Fomos, assim, brindados com um abraço coletivo de amor e melancolia que nos embalou até ao resto da noite. 

Com “Everytime”, já do disco mais recente, entrou Filipe Rocha e Nuno Filipe, apresentando-se, assim, a banda tal como a conhecemos hoje.
Afonso senta-se ao piano e Filipe apodera-se da guitarra com “Houses and Wives”, enchendo-nos de mais um momento belíssimo, de tantos que fomos vivendo ao longo da noite. Passámos de seguida por uma viagem a um country acelerado e bem enraizado na cultura americana, com “Gotta Go” com uma combinação de riffs, teclas e harmónica em constante harmonia e fúria, levando-os a correr e a dançar ao lado deles no meio de um deserto do Texas.
“Hide” e “Low Life” também fizeram parte do alinhamento, tal como “Greetings” e “Rooms”.
O encore foi feito com 4 músicas, começando com Afonso e a sua guitarra acústica que nos fez encher os olhos de água. “Bring Your Boy Home”, “Harry Rivers” e a emotiva e sentida “Dili” que veio acompanhada da projecção atrás e de um apelo aos pedidos de ajuda que temos de fazer quando tocamos o fundo do poço e nos começamos a afogar. 

O passeio mágico e coberto de emoção fez-se ao longo da discografia completa da banda, com excepção de It’s Been a Long Night, que ficou de fora.
Afonso tem na sua voz o sentimento e a paixão e o dom de nos entrar no coração e de lá permanecer, carregando com ele uma perfeição que nasceu para este estilo musical.
Todos os músicos são exímios na sua arte e envolveram-nos no seu folk, country com alguns toques de blues, orientando-nos por um caminho onde o encanto era a direcção principal. 

Foram tantas as homenagens e dedicatórias feitas nesta celebração, ao Bruno, sempre, ao Rui Ferreira, manager e editor que andou pela estrada com eles, ao João, que cedia a casa para ensaios e trouxe a filha de Afonso ao concerto e ao Paulo Furtado que produziu músicas e discos. Foram, ainda, muitas as histórias contadas e experiências vividas ao longo destes 20 anos que os trouxeram até aqui e os moldaram, trazendo-os até nós. 

Parabéns Sean Riley & The Slowriders! Que possam continuar nesta intensa estrada e que continuem a aconchegar-nos com a sua música. 

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