O Parque da Bela Vista viveu ontem o encerramento da edição de 2025 do MEO Kalorama, num dia em que se registou a maior afluência de público de todo o festival. O cartaz do terceiro dia apostava numa seleção eclética, onde cabiam promessas emergentes, fusões sonoras e estrelas internacionais, culminando com aquele que viria a ser o concerto mais aguardado: Damiano David, em nome próprio, num espetáculo que teve início já de madrugada e encerrou o festival com emoção à flor da pele.
O início da nossa jornada fez-se com os portugueses Yakuza, às 17h35 no palco San Miguel, um projeto onde o jazz, o metal e a experimentação coexistem com surpreendente coesão.
Seguiu-se a vez de Jasmine.4.T no palco MEO, numa atuação mais contida, mas que serviu de ponto de transição para o crescendo da noite.
BadBadNotGood, às 19h55 no palco San Miguel, foram responsáveis por um dos momentos altos do dia, com um concerto instrumentalmente brilhante que cruzou jazz, soul e hip hop com uma naturalidade desconcertante. Um set denso, por vezes introspectivo, mas sempre magnético.
Mais tarde, às 22h15, os australianos Royel Otis confirmaram o impacto que têm tido nas novas gerações, com muitos fãs a acompanharem as letras do início ao fim.
Jorja Smith subiu ao palco MEO às 23h25, vestindo o festival com um registo R&B sofisticado e emocional. Com uma presença segura e vocalmente irrepreensível, a artista britânica ofereceu um dos concertos mais elegantes de todo o evento.
Finalmente, Damiano David — carismático vocalista dos Måneskin — apresentou-se em nome próprio num concerto que atraiu a maior multidão do festival. O espetáculo começou às 01h55 e rapidamente se transformou numa catarse coletiva, com o artista a explorar uma faceta mais pessoal e emocional, mas ainda assim assente na entrega crua e apaixonada que o público já lhe reconhece. A atuação de Damiano David fechou a edição de 2025 e marca o início de uma nova fase na carreira do artista.
Um encerramento com promessa de regresso
O MEO Kalorama 2025 encerrou da melhor forma possível: com um dia repleto de diversidade musical, grandes performances e uma resposta do público à altura da ocasião. Nesta sua quarta edição, e apesar de todos os esforços do promotor Last Tour, não podemos afirmar que o festival já se tenha consolidado como uma referência no calendário nacional, mas é clara a intenção de em breve estar ao melhor nível e competir diretamente com festivais dominantes na habitual cena musical do verão.
A próxima edição do MEO Kalorama já tem data marcada: regressa ao Parque da Bela Vista em agosto de 2026, prometendo novas e mais surpresas. Até lá, ficam as imagens, as canções e a certeza de que Lisboa continua a ser uma cidade de festivais — e de fortes emoções.







































































































































































































































































































