Aaron TurnerBongripperCaspar Brötzmann Bass TotemDeafheavenEnvy William Fowler Collins, são estes os seis nomes que se adicionam hoje ao alinhamento do FDS2 do Amplifest 2022, a ter lugar entre os dias 13 e 15 de outubro no Hard Club no Porto. As novas confirmações juntam-se aos já anunciados Anna Von Hausswolff, Bruit ≤, Godspeed You! Black Emperor, Hellripper, Lingua Ignota, Spectral Wound e Sumac. Os bilhetes para o FDS2 encontram-se à venda no site da Amplificasom. Os ingressos para o primeiro fim-de-semana da experiência musical, que acontece entre 7 e 9 de outubro, encontram-se esgotados.

Poucos currículos serão tão extensos e admiráveis, e menos ainda serão as figuras cujo peso artístico no panorama musical alternativo se equipare à do norte-americano Aaron Turner. Figura central e fundador de colectivos como os incontornáveis Isis, Old Man Gloom, SUMAC, Mamiffer, House of Low Culture e tantos outros, bem como da seminal editora Hydra Head, para além do ímpar trabalho como artista plástico, Aaron Turner expressa ainda o seu génio aparentemente inesgotável através seu trabalho musical em nome próprio. Desconstruindo as linguagens do metal e do drone, esta revela-se a vertente mais abstracta e avantgarde de toda a sua sua produção musical, e cuja estreia absoluta em palcos nacionais terá lugar no Amplifest 2022.

Há bandas pesadas – muitas; e há outras bandas – muito poucas –  que jogam num campeonato diferente, ombro a ombro com buracos negros e outras entidades de escala astronómica. Uma destas bandas são os Bongripper, quarteto de Chicago que tem como principal cartão de visita o colossal Satan Worshipping Doom, disco que em 2010 se afirmou instantaneamente como uma das obras definidoras do doom metal instrumental. É com este e outros capítulos de uma discografia irrepreensível (ouçam-se também Hippie Killer e Miserable, a título de exemplos) na bagagem que os Bongripper fazem finalmente a sua estreia em Portugal, num concerto que se certamente ficará na história como um dos mais devastadores de todas as edições do Amplifest.

Descendente directo do saxofonista Peter Brötzmann, nome cimeiro do free-jazz que também já passou pelo palco do Amplifest, Caspar Brötzmann revestiu-se igualmente, graças à sua subversiva abordagem à guitarra, de um estatuto de lenda dentro das franjas mais experimentais da música. É com o projecto Bass Totem, com o qual explora e distorce – a solo, munido de uma guitarra baixo e de uma parede de amplificadores- as frequências graves dos temas da discografia dos seus Caspar Brötzmann Massaker, que fará finalmente a sua estreia no Amplifest.

Depois de quatro álbuns que redefiniram, sónica e esteticamente, as fronteiras do black metal – entre os quais se encontra o icónico Sunbather- os Deafheaven optaram, ao quinto álbum, por se reinventarem a eles mesmos. Infinite Granite reflecte uns Deafheaven mais polidos e maduros, mais afectos ao impressionismo do shoegaze do que à abrasividade do black metal, num vincar da identidade de uma das bandas com maior apuro na escrita de canções a surgir nos últimos anos. A apresentação deste novo álbum, bem como a retrospectiva dos momentos mais icónicos da sua ímpar carreira, está marcada para a terceira aparição dos norte-americanos liderados por George Clarke e Kerry McCoy no alinhamento do Amplifest.

A estreia em Portugal dos incontornáveis Envy peca apenas por tardia, dada a imensurável importância de que a obra dos nipónicos se reveste em diversas vertentes musicais —  tais como o hardcore, o screamo e o post-rock. Formados em 1992, e através de sete álbuns, bem como de splits com Thursday e Jesu, entre outros, os Envy materializam através da sua música um equilíbrio perfeito entre a intensidade, o peso, e a emoção. Apresentando o mais recente álbum The Fallen Crimson, e com o icónico vocalista Tetsuya Fukagawa de regresso à formação do sexteto, os Envy reconfirmam a sua presença no Amplifest prometendo criar alguns dos momentos mais memoráveis desta edição.

Actuando nas dimensões sonoras do ambient, do minimalismo drone e da música concreta, William Fowler Collins, colaborador frequente de Aaron Turner, fará a sua estreia em Portugal no palco do Amplifest 2022. Em foco estará Hallucinating Loss, disco que verá a luz do dia num futuro breve e que sucede ao cinemático Field Music, lançado sob a égide da SIGE Records.

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Fotografia (capa) – Bongripper

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