Um título que peca por singelo mas que faz jus à noite de sábado que se viveu na Galeria Zé dos Bois. Numa noite em que os festejos eram mais evidentes nas imediações do Marquês do Pombal, outra verdadeira festa – mais musical – instalou-se na Rua da Barroca, no Bairro Alto, para assistir à apresentação do Plástico, álbum lançado pelos Glockenwise no final do ano passado.

Inserido nas festividades da Road to SBSR, a banda que já está confirmada para o festival do Meco, veio de propósito de Barcelos para apresentar aquele que foi um dos álbuns que constou nos tops de melhores álbuns lançados em 2018. Plástico é um álbum que provou a maturidade do conjunto liderado por Nuno Rodrigues, Rafael Ferreira e Rui Fiuza e que chegou a contar com a presença do Coelho Radioactivo em palco.

Falar de Glockenwise é falar de uma viagem que já faz mais de 10 anos de existência, é ver uma evolução do trio que foi dando os seus passos tanto em termos de composição como até das suas próprias letras. Plástico, tema que dá nome ao álbum e dos primeiros temas que compuseram a noite, faz jus a este crescimento e à visão do mundo.

Um mundo que tem várias camadas, várias formas de ver o mundo. Mais intensas, como o Corpo, outras mais singelas e ao mesmo supimpas como o Dia Feliz. O público tinha as letras na ponta da língua e se expressou com o corpo a cada riff que saía das guitarras da banda.

Mas também foram outros os temas que percorreram uma sala muito bem composta de público. Vestidos a rigor, de azul, percorreram este disco quase na íntegra aquele que foi o primeiro tocado em português. Deixaram tudo em palco e o público na plateia.

O dia podia não ser muito feliz por razões futebolísticas de alguns membros da banda, mas foi com certeza feliz para voltar a palco na ZdB para ouvir um dos álbuns mais bonitos dos últimos tempos e que sabe ao verão que está a chegar.

Deixa um comentário