Noite de sexta é, em qualquer mês, dia de sair à noite para uns copos, para por a conversa em dia com amigos ou então passar pelo Cais do Sodré, e ir ao Musicbox para uma noite de música. Foi o que aconteceu no passado dia 14, com os concertos dos The Poppers e Matt Hollywood & The Bad Feelings.

Uma noite ainda que a meio gás – não eram muitos aqueles que estavam a encher a célebre casa de espectáculos debaixo da ponte da Rua do Alecrim, porém, um aglomerado simpático de fãs assistiu ao concerto de Luís Raimundo e os seus companheiros, num festim de rock, que se dá pelo nome de Lucifer, o nome do último álbum, lançado ao ano passado.

20180914 - Concerto - Matt Hollywood And The Bad Feelings + The Poppers @ Musicbox Lisboa

Endiabrado, como seu apanágio, percorremos em menos de uma hora pelos êxitos que compõem o dito álbum mas também alguns mais antigos, do Up With Lust, de 2010. Deste do efervescente DO You Remember ao Peyote, passando pelo God’s In The News e terminando no In The Morning, o concerto dos The Poppers foi uma verdade injecção de energia, rock e adrenalina que nos fez ressacar dos festivais que aconteceram durante todo o verão. Citando o saudoso comentador Jorge Perestrelo, “é disto que o meu povo gosta!“.

Passados nuns 20 minutos, com a banda a montar o aparato musical, começou o espectáculo do Matt Hollywood e a sua banda. A jornada pelo rock psicadélico dos californianos foi ao som dos álbuns gravados com as diferentes bandas que marcam a carreira do cantor de 45 anos, The Bad Feelings, Brian Jonestown Massacre e The Out Croud.

20180914 - Concerto - Matt Hollywood And The Bad Feelings + The Poppers @ Musicbox Lisboa

O álbum homónimo lançado este ano, Matt Hollywood & The Bad Feelings, álbum feito com a sua mais recente trupe, composta por Kacey Barns na guitarra, Bobby Hecksher no baixo (que tinha dormido apenas 4 horas nos últimos 2 dias) e o aparentemente mais novo Jason Anchondo na bateria, foi o que deu mais alento ao espectáculo, com um registo mais intenso e aguerrido. Por exemplo, em temas ligados como Miss June, Got My Eye, o registo mais calmo, com mais passividade mostrava as qualidades da banda e porventura os skills tanto de Matt como da restante banda. Porém em Ghost Ghost ou Oh Lord, a banda ganhava outra dimensão.

O público, a momentos, mostrava conhecer alguma da bibliografia da banda, dava voz a alguns coros. Ainda assim, foi uma presença tímida tanto da parte da banda como do público, porém mais curioso em assistir aos The Poppers. Fica a injecção de rock dada para o resto da semana. Próxima semana, há mais.

Texto – Carlos Sousa Vieira
Fotografia – Luis Sousa