Linda Martini estrearam dia 6 dois singles e um vídeo para os temas “É só uma canção” e “Quase se fez uma casa”.

Neste duplo videoclip, o grupo abre com “É só uma canção”, que nos fala sobre o peso da maldita folha em branco. São eles a contornar o que já fizeram, a contrariar rotinas para descobrirem outro ângulo.

Em “Quase se fez uma casa”, o segundo tomo, amachucam o rascunho para que nada fique de pé. Peritos em adocicar a tragédia, a amargar-nos a felicidade, entram num jogo de tensão e libertação; um workshop de gestão de raiva do qual todos saíram ilesos um pouco mais leves.

Actualmente, Linda Martini anda na estrada a apresentar o novo álbum de originais, homónimo, aclamado pela crítica, que entrou directamente para o Top Nacional de Vendas. O colectivo vai passar por vários eventos e festivais, entre os quais o Festival Curtas de Vila do Conde, Bons Sons (Cem Soldos), Vodafone Paredes de Coura, O Sol da Caparica, entre muitos outros.

O novo registo homónimo “Linda Martini“, serviu para uma tour de concertos de apresentação do mesmo, quase todos esgotados (duas salas completas no Lux, em Lisboa, e uma em cada uma das salas: Hard Club, Porto, Lousada e Ílhavo).

Linda Martini” é o quinto registo de originais do grupo, de onde se conhecem “Gravidade”, “Boca de Sal” e agora o duplo lançamento com os temas “É só uma canção” e “Quase se fez uma casa”.

Quem é a Linda Martini? Gravado na Catalunha entre Outubro e Novembro de 2017, com produção da própria banda e Santi Garcia, o quinto e homónimo longa duração dos Linda Martini parece não querer perder tempo, a começar pela capa. À eterna questão “Quem é a Linda Martini?” a banda responde com um retrato a óleo da rapariga italiana a quem pediram emprestado o nome no início dos anos 2000.

Depois de “Sirumba” (2016), álbum aclamado pelo público e crítica, o novo disco não se limita à revisão da matéria dada e oferece-nos uma banda com vontade de ir para fora de pé.

Linda Martini” é abrasivo, trazendo à memória “Casa Ocupada” pela sua urgência e descontrolo, mas revela um equilíbrio cada vez maior desses elementos com o ritmo, a melancolia e o intimismo do seu antecessor. Os Linda Martini de hoje podem ser Rock e Fado, Fugazi e Variações, Fela Kuti e Afrobeat, Tim Maia e Funk, sem nunca soarem a outra coisa que não eles.

Poucas bandas sabem como remexer e criar desconforto à primeira audição. Da harmonia ao caos, do balanço lânguido às cavalgadas épicas. “Linda Martini” soa a disco feito por quatro cabeças entre quatro paredes, sem medo que se oiça do lado de fora. E isso não é dizer pouco.

+info Linda Martini

Fotografia –  Ângelo Lourenço | Linda Martini