Às 20h00 ouvem-se os primeiros acordes da guitarra acústica de Colton Avery. A acompanhar os The Script, o moço do Arizona inicia as hostes de uma noite que se adivinha quente e longa!

Com um MEO Arena a meio gás, os teenagers, os pré-teenagers e os pais deles, são simpáticos o suficiente para que Colton Avery agradeça de uma forma fervorosa o seu entusiasmo! Um YOUTH como pano de fundo para uma noite exactamente assim – Jovem! Colton Avery tocou aproximadamente 20 minutos, ou seja 5 músicas, entre elas um cover de Michael Jackson, “Human Nature”.

Os The Script ainda relaxavam nos camarins antes do seu último concerto da tour europeia, quando às 20h30m entra em palco o rapper britânico Tinie Tempah. A arena começa a ficar composta, e os dois rappers aquecem o público com “Earthquake”, “Trampoline”, “Flash”. Muita dança a fazer lembrar um público do MEO (mas mais para o sudoeste!), seguem com “Miami 2 Ibiza”, “Drinking from the bottle”, e para arrasar um “Tsunami (jump)” que fechou em alta esta actuação.

Com a arena a continuar a encher, aguardávamos os irlandeses de Dublin, já em ambiente de festa, numa noite de primavera com cheiro a Tejo. O YOUTH foi retirado e o palco abriu imponente para “No sound without Silence”. As teclas e o baixo entram em palco ainda sem luz, e do outro lado vimos bandeiras iluminadas de verde em direcção ao palco. O trio de Dublin, Danny O’Donoghue (voz e piano), Mark Sheehan (voz e guitarra) e Glen Power (bateria) caminham entre as luzes verdes de passo tranquilo, sorridentes e confiantes que iria ser uma noite perfeita! Vieram pintar a cidade de verde, “Paint the town green”!

Há 8 anos que o trio pop-rock mostra ao mundo que, mais que jovialidade e simpatia, sabem musicar letras que tocam nas nossas consciências e nos nossos corações. Memória dos que já não estão (pai de Danny), “If you could see me now”, super-heróis de África que fazem com que outros tantos sobrevivam, “Superheroes”. Danny O’Donoghue já tinha uma bandeira portuguesa ao pescoço. No ecrã, a imagem da capa do último disco. Mark diz-nos que é preciso ter cuidado com a canção que se escreve, pois “tens um videoclip para fazer”! Foi assim o enquadramento de “A man on a wire” (enquanto víamos as imagens) e do risco que correram nas filmagens como “trapezistas”, para além do síndrome vertiginoso do guitarrista (Mark)..

“Nothing”, canção cantada à Mariana através do telemóvel do seu ex-namorado que estava no público! Depois disto “ela nunca mais vai querer falar contigo”, disse Danny a sorrir enquanto devolvia o aparelho. Tempo para uma fotografia da banda, a segurar as bandeiras da Irlanda e de Portugal (momento patriótico e apoteótico!) Em comemoração às grandes nações, Danny bebe uma cerveja de “penálti” (e arrota!) enquanto o Mark fica a meio da garrafa, rematando que a partir dali o concerto não seria mais o mesmo. É em cada momento, no aqui e no agora, que temos que viver, “Good Ol’days”!

O teclista e o baixista continuam em palco, e procuramos o trio de Dublin que não está à vista. A luz incide no meio da arena, e lá estão eles a tocar “Never seen Anything Quite Like You”! O público fica meio baralhado e sem pressa dirige-se para este palco, porque a sonoridade do piano e da guitarra acústica (bem pequena) são para saborear com calma… Seguem com “The man who can´t be moved”, onde o público se mantém em uníssono a cantar, deixando a banda a levitar de emoção. Mais um momento de conversa, e Danny anuncia que este é o último concerto da tour europeia, e mais, que será o último concerto dos The Script. Um “Ohhh” de pena e admiração, seguidos de um “it´s the 1st of april” numa gargalhada, “vão nos aturar até aos 80!”. Recomposto, Danny corre para o meio do público, e canta enquanto filma entre as cadeiras do balcão (deixando nervosos os seguranças que o acompanham…)! Volta para o palco, e nesta altura eu sou abalroada pelas jovens que correm para ele (…mas sobrevivi).

Tocam “It´s not right you” no meio de fumo, saído das imagens do ecrã gigante que vem acompanhando todo o espectáculo. Numa falsa retirada, deixam o público a cantar a bons pulmões. Mark Sheehan volta e percorre o ecrã que emite um sol vermelho radioso, com a guitarra a gritar “The energie never dies” (primeiro dos três temas do encore). Seguiram-se “For the first time” e “No Good in Goodbye”, dois dos temas mais aguardados da noite, e dos que marcaram estes 8 anos de vida dos The Script, sem dúvida. Os “super-heróis” de Dublin terminam com “Hall of Fame”, e fazem-nos acreditar que “we can be a champions”, porque eles já o são! Uma chuva de estrelas (confettis) é projectada para o público, e fecha o espectáculo destes jovens que sabem fazer as coisas como adultos!

Este ano será um ano afortunado para os maiores fãs de The Script. Os irlandeses voltarão a visitar-nos em julho para o Festival Marés Vivas em vila nova de gaia. Cá os esperamos.

Texto – Carla Sancho
Fotografia – Luis Sousa
Promotor – Everything is New