Depois de um dia figurativamente pesado, hoje anteve-se algo mais calmo em teoria. Ou será?
Jesus The Snake apresentam-nos o novíssimo álbum no palco 2. O que é excelente desta banda é que funciona em qualquer slot, se bem que o golden hour do psych é no sunset. Viajou-se entre os raios de sol e as gaivotas, antes dos Hög entrarem. Para quem tem apenas um lançamento está confortável em palco e sobe a intensidade do sub género. Boa combinação logo a abrir.
Jesus The Snake
Hög
Mais tarde, os Voivod começam as primeiras batidas a acertar o soundcheck. Iniciam de imediato e rapidamente abre-se uma pista de dança cá em baixo. Esta malta é sedenta de gritos quem está a vê-los, tocam como se tivessem metade da idade e Daniel Mongrain não pára de sorrir. Se no palco 2 subiu de intensidade, o palco 1 traz contra-argumento. Conan é uma presença gravitacional; é conquista ou derrota. Os punhos sincronizam-se com as lentas batidas, há chamamento de um líder em Jon Davis para uma trincheira. Criado um dos maiores moshpits do festival e um incessante crowd surf. Para quem simplesmente via, a projecção deliciava-nos com vídeos de Heavy Metal (1981) e Krull (1983).
Voivod
Conan
Há um sentimento de fasquia elevada quando acaba e argumenta-se se é o melhor do dia, seja por que razão for. Tenho a suspeita que The Casualties possam ter apanhado isto algures, pois ninguém pode negar a dose de insanidade que sucedeu. Entre o habitual mosh e anarquia, David Rodriguez berra algo como: se não vêm até ao nós, vamos nós a vocês. Atirando-se para a multidão e ficando por lá, enquanto vão dividindo o microfone. Tired Climb é a primeira faixa escolhida dos Kylesa, após uma ausência de mais de uma década no nosso país. Apesar de ser um sludge mais melódico, ainda houve movimento geral. Única nota só para a voz de Philip Cope estar baixa na mistura. No entanto, testemunhar a Unspoken ao vivo é qualquer coisa…
The Casualties
Kylesa
A festa feita em Turbonegro é algo que deveria ser constante. Um bom rock ‘n’ roll feito à medida do festival, com destaques não-chocantes de All My Friends Are Dead e City Of Satan, onde um eco colectivo no chorus se entoava. Desde 2022 que os Deathchant têm uma segunda casa no SonicBlast. E nessa residência há caos e rock. Para os angelenos isso é “pão nosso de cada dia”, apresentaram o novo single Enemy e tocaram como se lutassem pela vida. Doug Stuckey acreditou nisso mesmo e saltou com a sua V para o público. Para alguns foi espectacular, para o SonicBlast foi uma sexta-feira.
Turbonegro
Deathchant
Deixamos aqui também algumas fotos de ambiente:









































































































































































































































































































































































