Depois de uma jornada inaugural marcada pela diversidade musical, o segundo dia do NOS Alive 2026 elevou ainda mais a fasquia. O Passeio Marítimo de Algés recebeu aquele que foi o primeiro dia de festival a esgotar, reunindo mais de 50 mil festivaleiros numa noite onde o entusiasmo se fez sentir desde as primeiras horas da tarde. Com um cartaz repleto de nomes incontornáveis da música internacional, o ambiente vivido ao longo de todo o recinto confirmou, uma vez mais, o estatuto do NOS Alive como um dos mais importantes festivais europeus.
A abrir a nossa reportagem esteve Call Me, no Palco Heineken. A banda portuguesa inaugurou a programação do palco com uma atuação descontraída e enérgica, conquistando desde cedo o público que começava a encher o recinto. Entre melodias cativantes e uma presença em palco segura, o grupo deu o mote para um dia que prometia grandes momentos musicais.
No Palco NOS, as canadianas The Warning voltaram a demonstrar porque são consideradas uma das bandas rock em maior ascensão da atualidade. O trio apresentou um concerto intenso e tecnicamente irrepreensível, sustentado por riffs poderosos, uma secção rítmica sólida e uma enorme entrega em palco, conquistando tanto os fãs de longa data como quem as descobria pela primeira vez.
De regresso ao Palco Heineken, os Palaye Royale trouxeram toda a teatralidade e irreverência que caracterizam os seus espetáculos. A banda canadiana combinou atitude, glamour e energia num concerto visualmente muito expressivo, mantendo uma forte interação com o público ao longo de toda a atuação.
Um dos momentos mais aguardados da tarde aconteceu com o regresso dos Skunk Anansie ao Palco NOS. Liderada pela incontornável Skin, a banda britânica voltou a oferecer um espetáculo carregado de intensidade, atitude e emoção. A impressionante presença da vocalista, aliada à energia contagiante dos restantes elementos, transformou o concerto numa verdadeira celebração do rock alternativo, confirmando que o grupo continua a ser uma referência incontornável ao vivo.
No Palco Heineken, Jehnny Beth regressou ao NOS Alive, desta vez para apresentar o seu percurso a solo, depois de anteriormente ter passado pelo festival como vocalista das Savages. A artista francesa protagonizou uma atuação intensa e profundamente expressiva, onde a sua forte presença cénica e a intensidade interpretativa deram vida a um espetáculo envolvente, marcado por uma sonoridade que cruza o pós-punk, o rock industrial e a eletrónica.
De volta ao Palco NOS, os Wolf Alice confirmaram o excelente momento artístico que atravessam. A banda britânica apresentou um concerto equilibrado entre momentos de grande delicadeza e explosões de energia, com Ellie Rowsell a assumir naturalmente o centro das atenções através da sua versatilidade vocal e da enorme capacidade de comunicação com o público. Foi uma atuação elegante, emotiva e uma das mais consistentes da noite.
Nota: As fotografias de Wolf Alice estão em aprovação pela banda, serão por este motivo aqui publicadas em breve.
Seguiram-se os norte-americanos The War On Drugs, que transformaram o Palco Heineken num espaço de contemplação sonora. As longas paisagens instrumentais, os ambientes cuidadosamente construídos e a habitual qualidade técnica da banda proporcionaram um concerto envolvente, onde o rock americano ganhou contornos quase cinematográficos. Um espetáculo que privilegiou a musicalidade e conquistou o público pela sua sofisticação.
Mas todas as atenções convergiam inevitavelmente para o Palco NOS, onde os Foo Fighters protagonizaram o concerto mais aguardado do dia — e, até ao momento, o mais explosivo desta edição do NOS Alive. Durante mais de duas horas, Dave Grohl liderou uma atuação memorável, repleta de clássicos mas também composta de alguns temas do seu mais recente álbum “Your Favorite Toy”, momentos de improvisação e uma comunicação permanente com o público. A enorme cumplicidade entre banda e plateia transformou o recinto numa autêntica celebração do rock, num espetáculo onde a energia nunca esmoreceu e que ficará certamente entre os grandes momentos da história recente do festival.
Já depois da meia-noite, a sueca Zara Larsson encerrou a nossa reportagem fotográfica no Palco Heineken. Um dos maiores fenómenos da pop escandinava da atualidade apresentou um espetáculo vibrante, marcado por uma produção cuidada, coreografias envolventes e uma sucessão de êxitos que mantiveram o público em constante entusiasmo. A sua confiança em palco e a qualidade vocal confirmaram o motivo pelo qual continua a afirmar-se como uma das artistas pop mais relevantes da nova geração.
Concluído o segundo dia, o NOS Alive 2026 prepara-se agora para a derradeira jornada, mantendo intacta a expectativa dos milhares de festivaleiros que voltarão ao Passeio Marítimo de Algés. O último dia promete encerrar esta edição em grande, com atuações muito aguardadas de Lorde, Pixies, Florence + The Machine e o tão esperado regresso dos Buraka Som Sistema, num alinhamento que antecipa mais uma noite memorável e um final à altura de um dos festivais mais emblemáticos do panorama musical europeu.













































































































































































































































































































































































































































































































