Crónicas Opinião

O que não perder no NOS Alive’26: As nossas escolhas concerto a concerto

O verão dos festivais continua e, entre os dias 9 e 11 de julho, o Passeio Marítimo de Algés volta a receber mais uma edição do NOS Alive. Ao longo de três dias, o festival reúne alguns dos maiores nomes da música internacional, novas promessas e talentos nacionais, distribuídos pelos vários palcos do recinto.

Em reportagem para o Música em DX, preparámos um roteiro com os concertos que consideramos absolutamente imperdíveis. Entre regressos muito aguardados, estreias em solo nacional e artistas em clara ascensão, estas são as atuações que prometem marcar aquela que será mais uma edição memorável do NOS Alive.

Dia 9 de julho

A nossa cobertura arranca logo ao início da tarde com Sonya, no Palco Heineken. A artista portuguesa continua a afirmar-se como um dos nomes mais interessantes da nova geração, apresentando um universo sonoro intimista e contemporâneo que promete conquistar o público desde os primeiros acordes.

No Palco NOS, The Royston Club trazem a energia contagiante do indie rock britânico. Com melodias cativantes e uma presença em palco irreverente, a banda galesa chega a Algés depois de vários anos em crescimento constante.

Pouco depois, voltamos ao palco Heineken, será a vez dos Dogstar, banda que conta com Keanu Reeves no baixo. O grupo regressou recentemente à atividade e desperta enorme curiosidade, prometendo um concerto marcado pelo rock alternativo e pela nostalgia dos anos 90.

Um dos momentos mais aguardados do primeiro dia acontece com A Perfect Circle no Palco NOS. Liderada por Maynard James Keenan, a banda norte-americana regressa a Portugal trazendo um espetáculo intenso, atmosférico e tecnicamente irrepreensível, sendo uma das grandes atrações do cartaz.

De novo no Palco Heineken, Alabama Shakes assinalam um dos regressos mais esperados dos últimos anos. A poderosa voz de Brittany Howard continua a ser uma das mais marcantes da música contemporânea, numa combinação de rock, soul e blues capaz de criar momentos verdadeiramente arrepiantes.

No Palco WTF, Gui Aly representa a nova geração da música portuguesa, levando ao festival uma sonoridade atual e descontraída que tem conquistado cada vez mais seguidores.

Quando a noite cair sobre Algés, todas as atenções estarão voltadas para Nick Cave & The Bad Seeds. Conhecido pela intensidade emocional das suas atuações ao vivo, Nick Cave regressa ao NOS Alive, e ao palco NOS, com um espetáculo que deverá ser um dos pontos mais altos de toda a edição.

Já depois das atuações principais, Xinobi assume o Palco Heineken com a elegância eletrónica que o tornou um dos produtores portugueses mais reconhecidos internacionalmente.

No Coreto, Hetta apresenta um projeto emergente que merece atenção, oferecendo uma abordagem alternativa e intimista num ambiente mais próximo do público.

Em simultâneo, Matt Berninger, vocalista dos The National, apresenta o seu trabalho a solo no Palco Heineken. A sua voz inconfundível e o caráter melancólico das suas composições prometem um concerto carregado de emoção.

Para quem procura uma pausa entre concertos, o espetáculo de comédia Curto e Grosso, protagonizado por Eduardo Madeira e Gel, oferece uma alternativa bem-humorada ao ritmo intenso do festival.

O encerramento do Palco NOS pertence aos Twenty One Pilots, uma das bandas mais populares da atualidade. A dupla norte-americana é reconhecida pelos seus espetáculos visualmente impressionantes, repletos de energia e interação com o público.

Já de madrugada, Tomora encerra a nossa seleção do primeiro dia, prolongando a festa no Palco Heineken.

Dia 10 de julho

O segundo dia começa com Call Me no Palco Heineken, projeto nacional que continua a ganhar espaço dentro da nova cena alternativa portuguesa.

Segue-se a aguardada estreia de The Warning no Palco NOS. O trio mexicano tem vindo a conquistar o panorama internacional graças à sua impressionante combinação de hard rock moderno, enorme competência técnica e uma presença em palco contagiante.

No Palco Heineken, Palaye Royale promete um espetáculo intenso, teatral e repleto de atitude, cruzando glam rock, punk e rock alternativo.

Os incontornáveis Skunk Anansie regressam a Portugal com Skin novamente na liderança de uma das bandas mais explosivas do rock britânico. Espera-se um concerto poderoso e emocional.

A irreverência de Jehnny Beth toma conta do Palco Heineken, numa atuação onde o rock experimental e a eletrónica deverão assumir papel principal.

De regresso ao Palco NOS, Wolf Alice apresenta aquele que é um dos concertos mais aguardados pelos fãs de indie rock, confirmando o excelente momento artístico da banda britânica.

Em seguida, The War On Drugs leva ao Palco Heineken o seu característico rock atmosférico, sofisticado e cinematográfico.

No Coreto, Mutu representa a criatividade nacional através de uma proposta contemporânea e diferenciadora.

O grande momento do dia pertence aos Foo Fighters. A banda liderada por Dave Grohl continua a ser uma referência absoluta do rock mundial e promete um espetáculo recheado de clássicos, emoção e uma energia inesgotável.

Já depois da meia-noite, Zara Larsson no palco Heineken encerra a nossa seleção do segundo dia, trazendo ao festival alguns dos maiores êxitos da pop internacional.

Dia 11 de julho

O último dia começa com Rita Cortezão, uma das vozes emergentes da música portuguesa, que abre o Palco Heineken.

Segue-se Don West, cuja sonoridade combina soul, pop e R&B, proporcionando um início de tarde descontraído.

No Palco Heineken, Florence Road apresenta um indie pop luminoso e envolvente, enquanto no Palco WTF Fidju Kitxora leva a palco uma proposta profundamente ligada às influências africanas e à música urbana.

Pouco depois, Teddy Swims sobe ao Palco NOS. Dono de uma voz extraordinária e de enorme versatilidade, o norte-americano é uma das revelações dos últimos anos e promete conquistar Algés.

Também no Palco Heineken, Alessi Rose confirma o excelente momento vivido pela nova geração de cantautoras britânicas.

A reta final do festival inicia-se com Lorde, que regressa a Portugal para apresentar o seu mais recente trabalho, mantendo intacta a capacidade de transformar grandes palcos em experiências intimistas.

No Palco Heineken, os lendários Pixies continuam a demonstrar porque permanecem como uma das bandas mais influentes da história do rock alternativo.

Logo depois chega um dos momentos mais aguardados de toda a edição: Florence + The Machine. A impressionante presença de Florence Welch, aliada a um repertório repleto de hinos, faz deste um candidato natural a concerto do festival.

Já perto da meia-noite, Noiserv leva ao Palco Heineken toda a sensibilidade que caracteriza a sua carreira.

No Fado Café, Playback Paião por Tigerman promete um dos momentos mais originais e descontraídos da programação, homenageando Carlos Paião através da visão muito própria de Legendary Tigerman.

O encerramento do Palco NOS fica entregue aos históricos Buraka Som Sistema, cujo regresso representa um dos momentos mais nostálgicos e simultaneamente explosivos desta edição, celebrando uma das formações portuguesas mais influentes do século XXI.

Finalmente, Zimmer90 prolonga a madrugada com a sua eletrónica elegante e atmosférica, fechando três dias intensos de música.

Conclusão

Com um cartaz que cruza grandes nomes da música mundial com projetos emergentes e uma forte representação nacional, o NOS Alive’26 volta a afirmar-se como um dos festivais mais importantes da Europa. Para o Música em DX, a reportagem irá acompanhar muitos dos concertos que acreditamos terem potencial para marcar esta edição, desde o regresso de lendas como Foo Fighters, A Perfect Circle, Alabama Shakes, Skunk Anansie, Pixies e Buraka Som Sistema, até atuações muito aguardadas de Nick Cave & The Bad Seeds, Florence + The Machine, Twenty One Pilots, Lorde, Teddy Swims, The Warning e Wolf Alice. Estão assim reunidos todos os ingredientes para três dias intensos de música, emoção e muitos momentos inesquecíveis para registar através da nossa reportagem in loco.