De 6 a 9 de agosto, o BONS SONS regressa para a sua 13.ª edição, assinalando 20 anos de história, tendo como tema a resistência. Com novos palcos, mais de 40 nomes no cartaz e concertos que se estendem para fora do centro de Cem Soldos. Para além dos passes gerais, a partir de hoje estão também disponíveis os bilhetes diários.
Mais de 50 atuações musicais (entre concertos e DJ sets) e espetáculos distribuídos por onze palcos.
Uma edição marcada pelo surgimento do Palco Rosa Ramalho, uma homenagem à escultora, ceramista e figura emblemática da olaria tradicional. Um novo palco que convida a descobrir Cem Soldos fora do seu centro, em plena natureza, abrindo portas a diferentes retratos da aldeia, como hortas de cultivo e eiras de secagem. Também por isso, são concertos com lotação limitada e requerem inscrição prévia.
Continuam as parcerias de programação com a MPAGP – Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, incluindo quatro concertos, a parceria com o Festival Materiais Diversos, com a apresentação de dois espetáculos de artes performativas, bem como com o festival de cinema itinerante Curtas em Flagrante, com a exibição de várias curtas-metragens e com o Gerador, no âmbito da realização de quatro conversas. Outra parceria a sublinhar é com a associação 30POR1LINHA, que leva o público do BONS SONS a conhecer a biodiversidade nos campos, nos bosques e nos ribeiros que circundam Cem Soldos. Os espetáculos, filmes, temas das conversas e passeios serão anunciados em breve.
Outra novidade é o funcionamento em pleno do estúdio de vídeo das crianças das escolas de Cem Soldos. Ao longo de vários meses, observam o território, ouvem histórias da comunidade, experimentam vídeo e som e criam pequenas peças que refletem diferentes olhares sobre a vida da aldeia. Mais do que aprender técnicas de filmagem, o projeto procura estimular a curiosidade, a escuta, a criatividade e o sentido de pertença. No BONS SONS, é apresentada uma exposição com materiais deste projeto.
Com duas décadas de manifesto, o BONS SONS celebra a resistência da conquista de um lugar para a cultura portuguesa e de afirmação de um lugar para o espaço rural. Um festival que cresce numa aldeia que quer existir pela contemporaneidade no campo, por uma plataforma cultural, pelo planeamento do território, pela cidadania participativa, pelo envelhecimento ativo, pelo ensino em comunidade, por projetos de território, por uma ação sustentável, pela criação de espaço público e pela comunidade popular.
Música e resistência através de uma forte presença de coletivos, pessoas que se encontram para um bem comum, artistas que fazem parte da história dos 20 anos do BONS SONS e que regressam agora com novos projetos, novas roupagens, novas fusões e uniões. Cruzam-se várias gerações, vários géneros, vozes de várias geografias, vozes que cantam tradição, mas também a contemporaneidade e o futuro.
Cartaz completo em https://www.bonssons.pt/




