O RCA Club em Lisboa recebeu ontem o regresso intimista de Sivert Høyem, uma das vozes mais inconfundíveis da cena musical escandinava e carismático líder dos Madrugada. Depois de uma noite no Auditório CCOP no Porto, o músico norueguês apresentou-se a solo perante uma sala completamente rendida ao seu magnetismo e presença serena, num concerto que percorreu diferentes fases da sua carreira — desde os trabalhos mais recentes a temas que marcaram uma geração com os Madrugada.
Com uma voz profunda e envolvente, Høyem trouxe consigo aquela melancolia nórdica que tanto o caracteriza, mas também uma sensibilidade quase cinematográfica que preencheu o RCA Club de emoção e silêncio cúmplice. Entre canções de amor, perda e redenção, o artista confirmou uma vez mais o porquê de ser considerado um dos intérpretes mais intensos e autênticos do seu tempo.
Foi uma noite de comunhão entre palco e plateia, onde cada acorde e cada palavra pareciam ecoar muito para lá das paredes da sala — uma celebração discreta, mas profundamente sentida, da arte e da humanidade na sua forma mais pura. O nosso fotógrafo Luis Sousa esteve por lá e mostra-nos como aconteceu.











































