King Gizzard & The Lizard Wizard conquistaram Lisboa com três noites épicas no Coliseu dos Recreios.
Lisboa foi palco de um verdadeiro acontecimento musical entre os dias 18 e 20 de maio, quando os australianos King Gizzard & The Lizard Wizard tomaram de assalto o Coliseu dos Recreios com três concertos consecutivos, praticamente esgotados. A banda, conhecida pela sua incrível versatilidade e prolífica produção discográfica, brindou os fãs portugueses com três noites únicas, onde nenhum alinhamento se repetiu — uma demonstração clara da amplitude criativa e técnica do grupo.
No primeiro dia, a viagem sonora passou por discos como “Flight b741”, “Nonagon Infinity”, “I’m In Your Mind Fuzz”, “Infest The Rat’s Nest”, “PetroDragonic Apocalypse”, “Fishing For Fishies” e o psicadélico “Ice, Death, Planets, Lungs, Mushrooms and Lava”. Um arranque explosivo, que logo deu o tom para o que seriam três noites intensas e imprevisíveis.
A segunda noite não abrandou a marcha. Pelo contrário, mergulhou nas atmosferas densas de Murder of the Universe, nas microtonalidades de Flying Microtonal Banana e nos grooves repetitivos de Laminated Denim. Também revisitadas estiveram faixas de “L.W.”, “Flight b741”, “Nonagon Infinity”, “PetroDragonic Apocalypse”, “Fishing for Fishies” e novamente “Ice, Death, Planets, Lungs, Mushrooms and Lava”, provando que o repertório da banda funciona como um universo em expansão contínua — interligado, mas sempre surpreendente.
Já o terceiro e último dia serviu como uma celebração total da diversidade estilística da banda. Do peso metálico de “Infest The Rat’s Nest” às viagens espaciais de “Omnium Gatherum” e “The Silver Cord”, passando por “K.G.”, “Quarters!” e mais uma incursão por “Flying Microtonal Banana”, “Flight b741” e “Ice, Death, Planets, Lungs, Mushrooms and Lava”, a noite foi uma montanha-russa psicadélica onde a imprevisibilidade foi a única constante.
A abrir cada noite estiveram os nigerianos Etran De L’Aïr, com a sua fusão hipnótica de guitarras tuaregues, aquecendo o ambiente com ritmos pulsantes do deserto do Saara. Uma escolha certeira, que trouxe um sabor global à experiência e estabeleceu uma ponte entre continentes através da música.
O público lisboeta correspondeu com entusiasmo absoluto. Desde os primeiros acordes até os últimos feedbacks, a sala vibrou com a energia crua e contagiante que só um concerto dos King Gizzard pode oferecer. Saltos, mosh pits, coros e aplausos incessantes transformaram o Coliseu num verdadeiro caldeirão fervilhante de emoção e entrega coletiva.
Em três noites, os King Gizzard & The Lizard Wizard provaram porque continuam a ser uma das bandas mais empolgantes e inovadoras da atualidade. Um evento memorável que ficará gravado na memória de todos os que testemunharam esta residência lisboeta — intensa, caótica e absolutamente mágica.























































































































































































































































