“A Um Osso” é o primeiro single do próximo disco de Filho da Mãe, “Terra Dormente”, que será editado a 8 de abril pela Omnichord Records.

A Um Osso” foi gravada em Ílhavo, na Capela da Biblioteca Municipal, em agosto de 2021, num período ainda muito marcado pelos efeitos da pandemia com os confinamentos e desconfinamentos sucessivos. Adivinhava-se um ano seguinte complicado com “mil cães a um osso” de onde surge o nome da música.

Foi uma luta a dois entre o Filho da Mãe na guitarra e o Hugo Valverde atrás dos microfones com algumas ideias a voar contra as paredes da capela e a encontrarem salvação na mesa do jantar. Foram-se seguindo vários takes ao longo dos dias e tentativas de domar a música até que finalmente, já em processo de mistura do disco, esta acabou por se revelar naturalmente.

É uma marca de força em “Terra Dormente”, um disco que caminha entre dois mundos difusos, que sugere imagens duplicadas e reflexos que opõem uma dita “realidade” a outro mundo qualquer. Ana Viotti, realizadora do videoclipe que acompanha o lançamento do single, capta bem estas imagens cheias de reflexos e baralha-as como se misturasse aqueles dois “mundos” num cenário quase idílico ao nascer do dia lançando o mote para o imaginário do restantes temas que compõem este novo trabalho de Filho da Mãe.

O regresso de Filho da Mãe dá-se também nos palcos, já com um espetáculo agendado para o próximo dia 16 de março na Culturgest, em Lisboa. Este concerto será o primeiro de “Terra Dormente” e serve como pré-apresentação do disco a editar a 8 de abril. No fundo, será uma oportunidade inédita para os espectadores que, neste espetáculo, poderão ter a experiência de escutar o álbum completo, tocado na sua totalidade ao vivo, ainda antes da sua edição.

SOBRE O CONCERTO:
O regresso de Filho da Mãe é uma conquista. Primeiro, para ele próprio; depois, para todos nós, que o esperávamos há demasiado tempo. Atravessando desassossegado uma pandemia transformada em túnel sem saída aparente, a luz que foi cintilando no seu fim nem sempre correspondeu à realidade, acabando por se misturar com várias ficções, adicionando tormentos, dúvidas e incertezas. A certa altura, foi justamente esta falta de discernimento do que é ou não real que acabou por servir de inspiração, uma incerteza que se multiplicou na hipótese bem credível de vários discos editados, entre o anjo acústico e o demónio elétrico, entre rascunhos no Alentejo e mais rascunhos em Lisboa, feita de palavras com duplo sentido dedilhadas durante horas sem fim. Inevitavelmente, a espera tornou-se numa obrigação, como uma peregrinação necessária. No desfecho disto tudo, Rui confessou-nos que o adiamento foi a melhor opção de todas, para que saísse vivo desse tal túnel e criasse, da dor e do tempo, a música que Filho da Mãe precisou de fazer.

Mais informações:
Filho da Mãe | Terra Dormente
16 MAR 2022 | 21H00
Culturgest, Lisboa
Bilhetes: https://bit.ly/3HBttsO

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