Do Brasil para Lisboa, “Geografia do Amor” é a primeira incursão musical e autoral de Diego Bragà.

Com um percurso artístico que passa pela performance, dança e teatro, Diego arrisca agora uma aventura avant-pop composta por dois temas trabalhados em conjunto com o lendário produtor Chico Neves, responsável por álbuns de Milton Nascimento, Gilberto Gil, Arnaldo Antunes e Los Hermanos.

“Perfume da Luz” e “Fogo de Amor” compõem o single duplo de estreia. Os dois temas transpiram dores de crescimento ao mesmo tempo que propõem ser uma celebração da vida e da morte. Fruto da herança deixada pelo seu tio Ricardo Wagner Braga que, na infância, a perseguia pela casa vestido de bruxa, estes dois lados de “Geografia do Amor” são um legado em forma de arquivos pessoais, coleccionados durante as décadas de 70, 80 e 90, cujo recorte geográfico contempla 17 estados brasileiros e 14 países, entre postais, cartas de amor e fotografias, e que hoje se prolonga em formato canção de celebração dos nossos ancestrais queer.

Muito embora as duas músicas dividam os mesmos genes, mostram a amplitude de Diego: “Perfume da Luz” surge como uma balada de glamour melancólico construída num cenário de nostalgia, enquanto a retrofuturista “Fogo de Amor” tem potencial para virar aquele hit inesperado das pistas de dança.

Hoje apresenta o vídeo para “Perfume da Luz“. A artista explica que este é um tema que remete para “um tempo ancestral onde o sagrado e o profano habitavam a mesma casa e dançam a mesma dança: a dança ritualística do amor à vida e do êxtase”. No vídeo, Bragà assume o papel de co-criador, com Luciano Scherer e Maíra Flore, realizador e intérprete, dando azo aos seus vários talentos criativos.

Diego Bragà estudou dança e apresentou as suas criações de artes videográficas e performativas no festival Temps d’Images (Lisboa) e no laboratório criativo Rough Mix (Escócia), entre outros. Foi ainda seleccionada para a bolsa para jovens cineastas do Sundance Film Festival (EUA), o Sundance Ignite, e será a autora do primeiro filme de 2022 dos Op Docs do The New York Times, a premiada série de mini documentários realizados por cineastas independentes. Como intérprete, trabalhou com encenadores como Susan Worsfold, Julie Beauvais, Horace Lundd, Albano Jerónimo, Jêróme Bel, Mickael de Oliveira e Tiago Rodrigues, e apresentou-se em teatros e festivais pelo mundo inteiro.

“Geografia do Amor” – catártico, libertador e mágico, como os contos de fadas – é mais uma etapa que acrescenta ao seu caminho: entre a festa, a melancolia e o erotismo, Bragà transforma o choro em música.

A edição de autor teve lançamento nas principais plataformas de streaming (Spotify, Deezer, iTunes, Tidal) no dia 21 de Janeiro de 2022.

A 10, 11 e 12 de Fevereiro, Diego Bragà apresenta “Geografia do Amor” em formato performance na Rua das Gaivotas 6, em Lisboa, com a participação da dupla de músicos Rui Lima & Sérgio Martins.

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