O compositor Armando Teixeira (Balla, Variações, Da Weasel) apresenta Cidade Modular, uma criação audiovisual em que sons da cidade de Lisboa são electronicamente manipulados a partir de sintetizadores modulares. Criado em parceria com o artista visual Paulo Romão Brás, este projeto transforma paisagens sonoras e visuais urbanas, apresentando-as longe dos seus locais originais.
Percorrendo o vasto léxico sonoro destes misteriosos instrumentos verticais como aliado nesta metamorfose musical, seis apresentações acontecerão entre Janeiro e Fevereiro em seis espaços culturais da cidade de Lisboa — em eventos não de aglomeração mas de passagem pedestre — filmados a propósito de um mini-documentário a concretizar pelo realizador Eduardo Morais.

A verticalidade particular de um instrumento como o sintetizador modular, semelhante à de um edifício em menor escala, tocado com pequenos cabos que se colocam e retiram de cada orifício que relembram janelas de prédios constituem um elemento visual bastante rico nesta experiência. À inclinação peculiar desta máquina acrescem as projeções visuais criadas a partir de vídeos de vários pontos da cidade de Lisboa. A fronteira entre o estar na cidade e o não estar farão parte do imaginário sonoro destas músicas, pois o próprio conceito de espaço individual está bastante diferente do que na era pré-pandemia.

Estas nove composições foram editadas fisicamente em CD para que uma nova experiência seja possível aos ouvintes, seja numa viagem em transportes próprios ou públicos ou mesmo no lazer caseiro.
O desenvolvimento de uma nova experiência como a de observar as hortas da zona da Bela Vista ou os armazéns de Marvilla numa apresentação em plena Baixa fazem deste projeto um embrião para novas sensações a levar a outras cidades.

Armando Teixeira é uma das figuras de proa da Pop Electrónica nacional das três últimas décadas. Fundou projetos como Da Weasel, Bizarra Locomotiva ou Balla e participou em cerca de 25 discos, entre bandas próprias ou acompanhado por músicos como Rui Reininho. Fez música para teatro e televisão — destacando-se “A Conspiração”, com texto de Nuno Artur Silva, e a recente série “Crónica dos Bons Malandros” – e em 2019 foi vencedor de dois prémios Sofia pelos seus arranjos para a banda-sonora do filme “Variações”, de João Maia.


Seis apresentações acontecerão entre Janeiro e Fevereiro em seis espaços culturais da cidade de Lisboa — em eventos não de aglomeração mas de passagem pedestre — filmados a propósito de um mini-documentário a concretizar pelo realizador Eduardo Morais a apresentar no site Gerador:

> 18.JAN.2022 / 18:00 DESVIO
> 01.FEV.2022 / 18:00 GALERIA IMAGO
> 07.FEV.2022 / 18:00 CLARA CLARA
> 16.FEV.2022 / 18:00 SELINA SECRET GARDEN
> 23.FEV.2022 / 18:00 CHASING RABBITS
> 25.FEV.2022 / 19:00 JAZZ MESSENGERS

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