Depois dos elogiados “5 Monstros” (2014), “Ensaio Sobre a Harmonia” (2015) e “5 Tragedies” (2018), Tio Rex, alter ego do cantautor setubalense Miguel Reis, prepara-se para retornar aos longa-duração com o seu terceiro álbum de originais “Life, Love, Loss & Death”, produzido por Sérgio Mendes (a garota não e Um Corpo Estranho) e pelo próprio, a editar no Outono de 2021.

O primeiro avanço deste disco chegou esta sexta-feira, dia 25 de junho, com o selo da Cidade Fantasma na forma de um videoclipe para o tema “The DecaDance”: uma valsa sarcástica que se debruça sobre o reciclar do conceito de decadência (identificado ainda no tempo dos romanos), facilmente constatável nos tempos de hoje pelo adormecimento do mundo desenvolvido – entretido com os mais recentes avanços tecnológicos, a (des)informação on demand e o acesso privilegiado a ambas – perante um mundo subdesenvolvido a braços com problemas sociais, económicos e culturais primitivos, que se mantêm há centenas de anos.

Para além de termos perante nós um vídeo deslumbrante que tem a capacidade de nos encantar e puxar para dentro daquele cenário para dançar em bicos dos pés, Tio Rex traz-nos uma melodia abrilhantada por sopros e uma espécie de magia envolta em cordas suaves mas demarcadas. “The DecaDance” deixa-nos rodeados de uma serenidade irónica e um aconchego sonoro que nos faz ansiar por este Life, Love, Loss & Death.

Concebido por Tio Rex e Diogo Marrafa, com animação 3D da autoria de Monimo, este vídeo dá corpo a uma tema expansivo, que culmina numa dança embriagada entre guitarras acústicas, eléctricas, percussão e saxofone, e que reafirma a sonoridade mais texturada e madura do artista em lançamentos mais recentes.
Além da voz, guitarras acústica e eléctrica de Tio Rex, este tema conta com a participação de Bernardo Pacheco Pereira (D’Alva, Delamotta) no baixo, Diogo Sousa (Moullinex, quartoquarto) na bateria, Marta Banza (Museum Museum) nas vozes secundárias, Sérgio Mendes (João Pedro Pais, Lena d’Água) nas guitarras elétricas e Zé Miguel Zambujo (Loosense) no saxofone.
Fotografia – Marta Banza

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