“Nascente”, composta no verão de 2019, é o calor do disco e o novo single do álbum Nada CénicoÉ a música que sabe sempre bem ouvir no carro, num dia de calor. Ou quem sabe até dançar.

Os delays da guitarra atuam como as crescentes marés na areia, as notas fluem como o desenrolar das ondas, o baixo afirma um andamento dançante e vibrante e a bateria estabelece a marcha da música até à explosão caótica final.

“Com tanta gente aqui! E não vejo ninguém” estabelece o ambiente desesperante da incomunicação e do isolamento mesmo estando rodeado do calor humano, enquanto que o refrão “Se sem saber sei, que o vento estilhaça, nas costas de quem atormento a calma”, invoca a desordem para terminar com a dança do pôr do sol, “Poente”. E assim o ciclo repete. É proibido não bater o pé!

SOBRE O DISCO

Em formato 3.0, MALABOOS apresenta o seu verdadeiro e renovado som. O novo álbum Nada Cénico explora a simbiose entre a dureza, crueza e robustez do Rock Avant-Garde com a delicadeza e experimentalismo do Art-Rock, refletindo as sinergias criadas entre a força da sua juvenilidade com a maturidade ganha na já vasta experiência musical.

Nada cénico, primeiro longa duração a ser editado dia 28 de Maio de 2021, é o resultado de um período de metamorfose da banda, que hoje apresenta uma forma mais sólida e assumida.

Quando não há nada, encontra-se sempre mais do que se estaria à espera. Entre paisagens desprovidas de sentimento mas providas de textura, encontra-se o nosso refúgio. A filosofia destrutiva e pessimista da interpretação é assim camuflada com entoações e melodias cantantes tornando assim este álbum uma fusão de belos riffs, com pesados e marcados beats de bateria. As constastes oscilações de dinâmicas e mudanças abruptas de tempo estabelecem o limbo entre a calma e o caos, sentimentos os quais causam um agradável massacre psicológico.

Nada Cénico enaltece e exagera todos sentimentos humanos, desde os mais banais até aos mais invulgares, tornando-se assim um lugar seguro para a libertação de emoções e da viagem conjunta pela solidão constante presente em nós.

Este álbum é uma tela em branco, fica ao encargo do espectador delinear o seu próprio percurso durante esta viagem atribulada, entre paisagens verdejantes, ao encanto do mar até ao fundo de um escuro poço. Tudo é possível, tudo é válido, tudo e nada coexiste no mesmo universo auditivo, criando assim a possibilidade de uma mancha abstrata no nosso mundo utópico. Assim é, Nada Cénico.

MALABOOS nasceu há 5 anos por Diogo Silva (Guitarra e Voz) e renasce com Ivo Correia (Bateria, Voz e Sintetizador) e Rui Jorge (Baixo), apresentando-se assim em formato trio que é fruto de um entendimento musical e uma ligação pessoal muito vincada.

Os dois EP já editados, Plântula e Matuta, permitiram partilhar cartaz e palcos variados com artistas de renome, tais como Mazgani – Festival Sons do Vez; Galo Canta às Duas – Festival de Jazz de Viseu;  Capicua/ D´alva/ Cais do Sodré Funk Connection – Festival N2 ; Capitão Fausto – Festival Jovem Ponte da Barca; Fugly/Quelle Dead Gazelle – Festival Ecos do Lima; e Quartet of Woah! – Capote Fest, entre outros.

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