NOVO DISCO EM CONCEITO DE SAMBA OPERA COM MÚLTIPLAS EXPRESSÕES CULTURAIS FOI EDITADO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS E EM FORMATO JORNAL NO DIA 17 FEVEREIRO DE 2021

“Samba de Guerrilha”, o mais recente projeto do cantautor carioca, radicado em Portugal há quase 10 anos, é editado esta semana  e leva-nos através da centenária história do samba, marcado por muita luta, glória e desventuras.
Depois de dois álbuns – “Bandeira” e “Conversa de Fila” – de registo suave, em que Luca Argel nos apresentou com doçura e bom humor a poesia de seus sambas, é chegada a hora de embarcar numa nova viagem.
Este trabalho, ao invés de suporte físico em CD ou vinil, será editado na forma de um jornal ilustrado, com a íntegra dos textos e canções gravadas. Também será editado no digital em todas as plataformas. A versão digital e física já se encontram disponíveis no Bandcamp oficial do artista.

“Samba de Guerrilha” não se assume apenas como um disco, mas sim uma obra que reúne múltiplas expressões artísticas em si: da música de Luca Argel à narração de Telma Tvon, ilustração de José Feitor e poesia de tantos artistas. É uma samba opera, conceito emprestado da rock opera popularizado por Pete Townshend (The Who).
Para compreender este disco importa também perceber as origens do seu conceito. “Samba de Guerrilha” é um projeto que começou em 2016, e cresceu durante 5 anos até se transformar em disco. Nasceu como um concerto-workshop sobre a história política do samba. Fora dos palcos, este conceito desenvolvido por Luca Argel tomou a forma de artigos escritos, seminários, programas de rádio, até finalmente se efetivar num 4.º álbum do cantautor — e o primeiro de versões.

“Samba de Guerrilha” é uma viagem no tempo, onde conhecemos histórias e personagens do combate ao racismo, à escravidão e às desigualdades. Ouvimos a narrativa em forma de samba, mas um samba que, desta vez, está permanentemente a testar os limite das suas possibilidades musicais, um samba reinventado, eletrificado, nascido a um oceano de distância da tradição.
Entre clássicos e jóias pouco conhecidas do repertório do género, dois singles já foram apresentados e os restantes temas são todos eles versões de sambas já existentes mas que, juntos neste trabalho, contam a história deste género musical.

Participações: 
Telma Tvon narra
José Feitor ilustra
Vinicius Terra canta em VIRADA
Carlos César Motta toca as percussões em DIREITO DE SAMBAR
Átila Bee lê a carta da Revolta da Chibata em ALMIRANTE NEGRO
O Gringo Sou Eu canta e produz o beat em VÁ CUIDAR DA SUA VIDA
Karla da Silva canta em UMA HISTÓRIA DIFERENTE

Captação, mix e master: Luca Argel nos estúdios Escalpo de Mársias

Fotografia – Kristallenia Batziou

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