Misfit Trauma Queen apresenta o primeiro trabalho de 2021, o novo single – “Smoke Dial”. Um aprofundamento do experimentalismo e fusão de géneros consolidados numa faixa convulsa e espástica. Uma mistura pouco ortodoxa entre música electronica e composições progressivas sem nunca abandonar o ambiente obscuro de que tanto se alimenta. Melodias nostálgicas pintam a emoção cénica sem retirar a densidade do groove alusivo ao dark techno que se segue a uma breve introdução nebulosa. Baterias e synths energéticos dão seguimento à viagem servindo um contraste frio antes de entrar em combustão numa última curva de repentina electrónica abismal. Típica curve-ball de Misfit.

Baseado em Portugal, Misfit Trauma Queen é o escape a solo do baterista e produtor David Taylor. A música de Misfit Trauma Queen combina electronica hardcore, melodias que invocam mitos e baterias poderosas, como se os instrumentais de Death Grips fossem produzidos por Gesaffelstein.
Enquanto adolescente entregou-se à bateria e ao heavy metal, desenvolvendo desde já um gosto pela composição musical experimental. Mais tarde interessá-se-ia pelo panorama do hard rock, e neste ponto seria um compositor fundamental para a sua banda com mais sucesso até então, Bad Pig.

Em 2017, com o fim da banda, começaria a experimentar composições electrónicas a solo, criando Misfit Trauma Queen ainda no mesmo ano.
O seu EP de estreia, External, seria lançado no fim de 2018, misturando as influências distantes de hip-hop, industrial e breakbeat. O cinema de David Lynch seria a maior fonte de inspiração para o sentido teatral e experimental do disco.

Em 2020 Misfit Trauma Queen vem acrescentar um pouco de poesia à electronica experimentando timbres e atmosferas na condição da eletrónica. Pode ser thrillbient, cinematic mid-tempo, ou, crime-techno, como, crime-jazz… Rótulos à parte, MTQ reflecte em simultâneo a realidade caótica, o estado de alucinação e vertigem, da errância em que hoje se vive. O LP “Violent Blue” é a segunda aventura a solo de David Taylor, baterista e produtor auto-didacta, lançada a 7 de Fevereiro com o selo da Regulator Records. Um álbum de uma ambivalência física, cerebral, e emocional, que desvenda dez estruturas narrativas ao melhor estilo film-noir, como num bom thriller de ficção cientifica.
Experimentou também por caminhos de realização audiovisual, acrescentando mais uma camada de surrealismo ao seu espectro artístico, criando dois videos para GlassJaw e EnterNoise.

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