Chão Maior é vasto e expansivo como os seis membros que o formam. Yaw Tembe, Norberto Lobo, Leonor Arnaut, Ricardo Martins, João Almeida e Yuri Antunes, virtuosos músicos de diferentes contextos, juntam-se e o resultado é uma saudável osmose que acrescenta a cada um e nada subtrai à equação total.

O que encontramos em Drawing Circles, primeiro álbum da formação, revela-se o equilíbrio perfeito entre os músicos que, de uma forma transparente, constroem um espaço de comunhão onde a composição e a improvisação co-habitam.
Gravado no Convento de São Francisco, em Montemor-o-Novo, este disco mostra-se uma composição feita de fragmentos que acabam por se tornar círculos, como o título o indica. Aqui, a música desconstrói-se livremente nas suas várias camadas.

Os seis temas, todos eles intitulados de “Círculo” ou “Passo”, transcrevem através dos dois trompetes, do trombone, da voz, da guitarra e da bateria os diálogos entre os diferentes membros numa tela que se apresenta circular.
Drawing Circles traduz assim a paisagem sonora do jazz, do rock e das bandas de marcha, que ganha agora forma num disco com o selo Revolve.

Podem ouvir o disco aqui.

Chão Maior tem agendados dois concertos de apresentação do disco, ambos suscetíveis a alteração dada a situação atual:
13/02 – gnration, Braga
19/02 – Culturgest, Lisboa

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