Lázaro é Pedro Geraldes. Nasceu em Lisboa em 81. Cresceu na linha de Sintra entre a escola, o skate e as bandas de garagem. Na cena punk construiu o seu grupo de amigos e, inspirado pelos discos do primo mais velho, fez da guitarra a sua primeira namorada.

Estudou jazz, tirou o mestrado em design de som, viveu em Barcelona. Mais recentemente divide o tempo entre a sua banda Linda Martini, na composição de música a solo como Lázaro, em concertos com os projectos Mão Verde ou Água & Sal que tem com Capicua e a tocar guitarra/lapsteel com a fadista Carminho.

Em 2020, Pedro Geraldes disponibilizou três temas caracterizados por sonoridades eletrónicas, combinadas com guitarras etéreas de influência rock experimental e uma componente spoken word poética, com excertos de um poema de Eugénio de Andrade dedicado a Jorge de Sena, ou da “A cena do ódio”, de Almada Negreiros,  numa voz visceral e quase irreconhecível de Mário Viegas.

Os três temas avançados, Darque (No chão da Califórnia), Almada e Hosoi, compõem o lado A da edição de “Introdução à Ressurreição” em cassete, disponível em duas cores (azul ou rosa), com data de lançamento a 15 de janeiro. O lado B contém duas reinterpretações: Lázaro reescreve Vénia, a faixa que dá o nome ao EP de João Vairinhos lançado em 2020, e João Vairinhos reinterpreta Darque (No chão da Califórnia), tema disponibilizado hoje em todas as plataformas digitais: bandcamp, spotify e soundcloud.

Fotografia (capa) – Ângelo Lourenço

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