Os barreirenses Conan Castro And The Moonshine Piñatas preparam-se para nos apresentar o segundo trabalho da banda ainda este ano. Shrimp Waterfall é o nome do novo álbum e chegará a nós no final deste doloroso 2020. Enquanto isso, foi com uma grande e belíssima surpresa que recebemos o primeiro single de antecipação de Shrimp Waterfall. “L’Arrampicata” é um grande abanão para fãs, seguidores, distraídos e qualquer ser humano. Como fã destes senhores, esperava algo em grande, o que não esperei eu foi por este throwback a cheirar a padrinho que apesar de não poder deixar de estar mais actual, ao mesmo tempo, foi demasiado inesperado e genuinamente surpreendente. “L’Arrampicata” é uma elegante, sonante e viciante melodia que se envolve nas teias da dicotomia lírica italiana que tanto tem de romântico como de mafioso. A própria imagética do vídeo remete para dois mundos paralelos: a realidade e ficção, sendo que em ambos existe o suspense, a violência e uma espécie de opressão ou ameaça. A música é consistente, carregada de rock’n’roll, algum tropicalismo, calor, sensualidade e, acima de tudo, orgânica e verdadeira.

Diante dos nossos olhos e ouvidos, uma cataplana requintada de cores, gostos, sabores e acordes que nos faz brilhar os olhos e erguer a alma.

Todo o conjunto que nos apresentam é aquilo a que se chama maturidade e, normalmente, não se costuma atingir logo ao segundo disco. Logo aqui vemos que estamos perante uma banda algo ímpar que tem nos genes uma carga emotiva e sensitiva que lhes sai pelos extremos do corpo e os faz criar música de forma audaz e partilha-la de forma generosa com o mundo.

Nas suas palavras: “Munidos de um sentido de depravação divinal e dos padrões morais mais baixos disponíveis, estes cinco Castros preparam-se para libertar canções acerca da injustiça, do amor, mentiras, opressão, sexo, violência, magia negra, liberdade, frutos do mar, perseguições de carros e, é claro, problemas informáticos. Apertem o cinto, libertem os vossos sentidos e deixem-se transportar para um mundo de cores, ritmos, melodias e de ultraje multilinguístico.”

Estaremos preparados para isto? Preparada não sei, mas ansiosa sim! E muito!

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