O Capote Fest 2020 chega ao seu derradeiro dia com o “peso” do sucesso dos dias anteriores. Mas o cartaz do dia 7 de Março, prometia uma grande noite de rock em vários géneros, e tudo apontava para uma belíssima festa.

A noite começa com um aquecimento infernal da banda local ThrashWall que deu para os inevitáveis “mosh” e “stage dives”. Nada mal para começar a noite e sala estava ainda a compor-se.

Seguiu-se um outro tipo rock, mais alternativo, com os Pedaço Mal, banda do norte de Portugal que com um som muito bem conseguido e uma mesclagem interessante de sonoridades onde a dupla de vocalistas acrescenta ainda mais interesse e originalidade, conseguiram fazer um set variado e energético.

E por coincidência (ou não) foi a terceira banda do alinhamento que fez o concerto da noite. Vou ser honesto: completamente inesperado e surpreendente tendo em conta que nunca os tinha visto ao vivo e no convívio com os elementos da banda ao longo dos dias deste festival, não me apercebi dos “animais de palco” que demonstraram ser. Na verdade, estava desatento porque a sala estava repleta de fans e amigos que tinham ido especificamente para os ver e ouvir. Facto que se fez notar ao longo da sua actuação com um publico entusiasta a cantar em vários temas, as letras e refrões. Mal posso esperar por os rever, ouvir e fotografar novamente.

E a noite não podia acabar melhor: com uma verdadeira locomotiva de rock pesado que os Miss Lava trouxeram de Lisboa, que com muita experiência e um rock poderosíssimo foram conduzindo um concerto muito bom ao qual uma sala repleta correspondeu em perfeita sintonia com a banda.

E assim a 5ª edição do Capote terminou da melhor maneira: confirmando não só o sucesso que foi este ano, mas também que este festival que aposta na musica nacional, sem pretensões comerciais e elitismos culturais é, de facto, um evento em ascensão e de interesse crescente no panorama dos festivais de musica em Portugal.

THRASHWALL

Formam-se em 2015 em Évora, com influências nos sons crus e puros do Thrash Metal enquanto forma de expressão. Numa tentativa de manter vivo o espírito e as raízes do Thrash com sons
rápidos, sem filtros e letras inspiradas nas próprias revoltas e inconformidades, buscando influências a bandas como Sepultura, Slayer, Anthrax, Kreator, Sodom e em sonoridades mais recentes como Municipal Waste e Violator, iniciaram o seu percurso nos palcos desde Abril de 2016. O lançamento do seu álbum de estreia OUTSIDE WAR será nos meados deste ano, com selo Firecum Records, gravado e produzido no seu próprio estúdio o ThunderClaws Music Studios. A 7 de Março mosh e violentos sacudir de cabeça são esperados na SOIR!

PEDAÇO MAU

Banda de rock alternativo com músicas originais, cantadas em português oriunda de Viana do Castelo. Ricardo Sá (guitarra, voz) e Paulo Escaleira (bateria) deram vida a este projecto e à medida que as musicas foram surgindo decidiram completar a banda com, Katie Sousa (voz), Nuno Teles (Sampling/voz/percussão), Pedro Bessa (baixo) e Pedro Cunha. Em Agosto de 2018 Lançaram o primeiro Vídeo “Veneno” que faz parte do E.P de estreia, lançado em 1 de Dezembro desse mesmo ano.

UANINAUEI

Um desvario de rock trintão, uma crise de meia-idade em palco, um Titanic ancorado a 35 helicópteros que não sabem nadar, uma pausa nos intervalos do recreio em que as crianças barbudas se atiram às guitarras para debitar revolta mansa. É assim que os Uaninauei, nados e criados em Évora, Cabeção e Benavila, insistem em ser apresentados.

MISS LAVA

Depois do EP “Dominant Rush” e do LP “Sonic Debris” (no top dos discos do ano para o Ruído Alternativo, Loud!, Arte Sonora, Wav, The Music Blogspot) os stoners lisboetas Miss Lava voltam com “Doom Machine”, o 6º álbum a ser editado pela americana Small Stone Records no 1º semestre de 2020. Sucede ao EP homónimo lançado em 2008, aos álbuns “Blues For The Dangerous Miles” (2009) – votado pela Loud! como um dos 5 melhores álbuns nacionais desse ano -, “Red Supergiant” (2012) e “Sonic Debris” (2016) – votado pela Loud! como 2º melhor disco nacional do ano, pela Arte Sonora como um dos melhores 10 álbuns nacionais do ano e pelo Ruído Alternativo como 5º melhor disco nacional do ano – e ao EP “Dominant Rush” (2017).

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