Inicia-se mais um novo ano, mas os grandes concertos continuam na agenda do Sabotage Club em Lisboa. Seguem-se os destaques para o mês de Janeiro.

DIA 11 – SEXTA – FEIRA – LUCKY WHO + LOTA | 6€ 

Evento: https://www.facebook.com/events/528116397597385/

Os Lucky Who tocam pela última vez no próximo dia 11 de janeiro de 2019, numa grande festa de despedida no Sabotage. Até lá, deixam-nos ainda um novo EP e um novo single/b side:
“Bad Dream” / “Jacuzzi Stage”

Recém-gravadas no Porto entre os Estúdios “Rangel” e “Sá da Bandeira”, são canções pensadas para estúdio e não tanto para tocar ao vivo. A guit acústica é trocada pelo piano e a sonoridade indie-folk da banda é reinventada para uma estética mais retro e influenciada pelos anos 60 e 70. Na lírica, o mote surge da incapacidade de tornar os sonhos em realidade.
EP “Just Like California Dreamin'”

Segundo disco da banda, composto em final de 2017, foi produzido e gravado num processo DIY e será finalmente lançado no final do ano. Carregado de ansiedade e nostalgia, remete para um futuro incerto e/ou um passado distante. Introduz os teclados ao universo sónico da banda mas mantém as guitarras bem presentes como no EP percursor “A Storm Made For Two”. Após três anos de viagem, onde se deram a conhecer em espaços como o Indie Music Fest, Queima de Coimbra, EDP Live Bands, entre muitos outros, os Lucky Who despedem-se com uma atuação especial com direito a passagem por todas as canções e com a participação de convidados e amigos!

Abertura a cargo da Lota, a miúda dos beats Lo-Fi e dos sintetizadores deprimentes. Lota aceita a sua loucura e explora-a para combater a rejeição e a irritação de ver as suas mensagens com um “vista” às 3H da manhã. Vai estrear-se no palco do Sabotage com o seu primeiro single “Unblock Me” (Dez 2018). Confiram!

 

DIA 17 – QUINTA-FEIRA – SPRING TOAST PARTY COM ACIC ACID + GRANJO + BANDA SURPRESA | 6€

Evento: https://www.facebook.com/events/335530223704651/

Spring Toasters #1

Bem-vindos à primeira festa do ano da Spring Toast Records! O seio nuclear da editora lisboeta acolhe o difamado ‘Benevolente Beno’ tcp Granjo, para o lançamento de ‘Uma pequena morte em qualquer lugar’, o seu primeiro registo em formato de banda. Transportamos este ‘medium’ da libertinagem para um baptismo à moda antiga, onde surpresas atiçam o curso sobrenatural no encantamento da noite. E onde quase tudo pode acontecer..

Nesse espírito libertário juntam-se graciosamente Acid Acid e ainda uma recém-formada banda convidada, para fixar desta feita, momentos de transfusão emergente. No final será fácil sacudirmos toda esta a (disf)unção na pista, com os passadores de discos Sue e Rabino.

GRANJO

‘Temos andado de olho nele. O Granjo já anda por aí a gravar demos no quarto desde 2015: um punhado de singles e o íntimo primeiro longa-duração, “Mundo Salò”, foram produzidos em modo solitário e lançados apenas em formato digital. Desde aí formou banda (com Martim Brito e Xixo dos Veenho), pegou em algumas das canções antigas, juntou outras tantas novas e foi para estúdio gravar com o Gonçalo Formiga (Cave Story). E assim chegamos a “Uma Pequena Morte em Qualquer Lugar”. O tom continua a ser o que já lhe conhecíamos: entre o confessional e o fatalismo meio real, meio fantasia, de amores e tentações, a entrega de fim de noite e o que sobra ao acordar. Mas desta vez tudo soa ainda melhor, com a precisão punchy do Martim e do Xixo, as canções ora mais incisivas, ora mais narcóticas, umas vezes a puxar para algum bom rock nacional dos 80s, outras a lembrar a cena da norte-americana SST (Hüsker Dü e os primeiros Dinosaur Jr à cabeça), mas sempre a soar absolutamente ao estarmos aqui e agora. O Granjo está muito bem acompanhado por esta nova geração de músicos e compositores que vivem da urgência e do ritmo incessante de produção (há muito tempo que o rock português não puxava tanto), mas ao mesmo tempo ele não soa como nenhum dos seus pares. Em pouco tempo construiu um mundo próprio de entregas e exorcismos. Canções que fingem ir por ali fora como se nada fosse, trazem amargo de prosa como quem não quer a coisa, mas há sempre uma melodia ou um refrão a empurrar o tino para o dia de amanhã.’ MV

ACID ACID

A viagem é o objectivo! Seja pela montanha, pelo deserto, pela floresta, pelo espaço, pelo cosmos ACID ACID a proeza singular por territórios longínquos, intensos de cor e com as pulsões de uns quantos buracos negros. Viajar. Viajar sempre e como referência. Corpo e alma duas entidades independentes. Destino? O desconhecido.

Criado em finais de 2014, ACID ACID é Tiago Castro, homem há muito ligado à música, do outro lado da galáxia, do lado de quem a comunica. Ao comando de sintetizadores, guitarras e pedais, revela-nos a sua faceta mais experimental e ambiental, sem perder o fascínio pelo psicadelismo ou apontamentos do rock progressivo. A sua música é construída paulatinamente, com cada camada a revelar um novo trilho num universo muito particular. A guitarra une-se aos sons espaciais dos órgãos, num rendilhar de sensações e emoções. A matéria e o vazio nas diferentes composições, e de súbito a tempestade. Tiago Castro fá-lo com explosões sónicas,dissonantes, sem receio de quebrar as paredes da nave espacial que habita e habitamos. Das inevitáveis comparações às experiências pioneiras dos anos 70, do krautrock, ouvem-se as inspirações de Tangerine Dream, Cluster ou Harmonia, referências aos momentos mais ambientais de Brian Eno ou Pink Floyd, tudo isto filtrado por um mantra psicadélico de identidade muito vincada. ACID ACID é viagem que se sente, são ondas sonoras e impulsos eléctricos de destino incerto e de apropriação por cada ser com curiosidade incessante. E nada mais fica igual.

 

DIA 25 – SEXTA – FEIRA – PIECE OF CAKE | 6€ 

Evento: https://www.facebook.com/events/2067763159948271/

“Piece Of Cake ” é uma Banda Portuguesa que se formou em 2014. Lito Pedreira, membro fundador dos Piece of Cake (Baterista e Produtor), sentiu necessidade de ter uma nova voz e reuniu os músicos Pedro Henriques (Voz), o Ivan Pedreira (Baixo Elétrico), e o Rodrigo Almeida (Guitarra Elétrica) – para abrir portas a um novo capitulo da sua jornada musical. Em 2016 gravam e editam o primeiro disco de originais ” Fears on Fire ” onde Mário Peniche passa a integrar a banda como baixista. “Piece of Cake” surgiu da inspiração e vontade em passar uma palavra de esperança e revitalizar energias a quem ousasse ouvir sua música. É um trabalho profundo com uma mensagem forte e positiva, uma linguagem provocadora, mas onde são ouvidos temas da atualidade, tão comuns no rock, refrescando assim a “nossa” identidade tão taciturna…

Para se compreender o conceito de “Piece Of Cake” é essencial explorar os diferentes estilos Musicais que se fundem nesta banda, e que se encontrão ligados por uma origem comum –  a liberdade de expressão. A versatilidade de “Piece of Cake”, leva-nos ao encontro de várias sonoridades, como o Rock, a Electrónica e a World Music, no entanto revelando sua verdadeira essência… e a sua própria voz!

Convidamos todos a ver um concerto dos Piece of Cake, é ao vivo que mostram a sua garra. É ao vivo que o bolo é servido e fica completo…

Voz : Pedro Henriques Bateria : Lito Pedreira Guitarra : Rodrigo Almeida Baixo : Mário Peniche

 

DIA 26 – SÁBADO – LORELLE MEETS THE OBSOLETE  | 10€ PRÉ-VENDA, 12€ NO DIA

Evento: https://www.facebook.com/events/1758967700897698/

Lorelle Meets the Obsolete são Lorelle (nome real Lorena Quintanilla) e The Obsolete (nome verdadeiro Alberto González). Eles são de Guadalajara, mas, depois de um período na Cidade do México, agora vivem em Ensenada, Baja California. A NME descreveu-os como um “pote quente de shoegaze e Krautrock borbulhando através de um filtro psicadélico”, embora Henry Rollins, que tem sido um grande defensor da banda, afirme que “a banda não lançou um disco que não seja uma gema desafiadora que roça a feitiçaria.

O quarto álbum, Balance, foi lançado em 2016 pela icónica marca do Reino Unido, Sonic Cathedral, e também pela editora independente de Chicago, Captcha Records. Soa como um caso introspectivo de fusão sintética e analógica complexa que os levou a tours bem recebidas pelo Reino Unido, Europa e México, incluindo apresentações em festivais como Liverpool Psych Fest, NRMAL (Cidade do México) e uma sessão ao vivo no Marc Riley. Programa BBC Radio 6. Os concertos ao vivo dos LMTO são intensos.

Em janeiro de 2019, a dupla retorna com seu novo empreendimento, De Facto, que é lançado pela Sonic Cathedral. Quase totalmente escrito no seu espanhol nativo, o álbum, gravado pela banda no El Derrumbe em Ensenada e mixado pelo colaborador de longa data Cooper Crain (CAVE, Bitchin Bajas) no JAMDEK, em Chicago.

A agenda completa pode ser consultada aqui.

+info em facebook.com/SabotageRockClub/

Fotografia (capa) – congestionasal | Lorelle Meets The Obsolete

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