Não há uma sem duas, e não duas sem três. Pela terceira vez no último ano em Lisboa, a cantora irano-holandesa Sevdaliza marcou presença no Capitólio, mas desta feita foi com um concerto em nome próprio. Depois de ter passado no Super Bock Super Rock, a cantora sensualizou, arrasou e encantou todos aqueles que estavam presentes.

Com um destaque para a primeira parte do DJ português Mr. Herbert Quain, as atenções estavam voltadas para Sevdaliza. A curiosidade em assistir ao regresso era muito grande. Já no Vodafone Mexefest tinha esgotado a Sala do Cinema S. Jorge, mas também no Super Bock Super Rock conseguiu atrair um número considerável de fãs para o palco secundário. Desta feita queriamos observar o melhor dos dois álbuns lançados, Ison e The Calling, este último lançado em 2018. Como se não bastasse ainda tivemos direito a vários temas novos que irão constar num futuro disco. Mas já lá vamos.

Sevdaliza, para além de sensualizar nas letras, é uma artista versátil na qual é impossível de conseguir atribuir um género musical específico. Trip-hop, punk, rock, ou eletrónica. Ela mistura tudo isto e cria. E bem. Acompanhada por uma banda e uma bailarina, o espectáculo é uma história. Uma história de sedução, de encantos e desencantos. De conquistas. De quebras.

20181129 - Concerto - Sevdaliza @ Capitólio

Somos embalados por espectáculos visuais. Atordoamos com as luzes. Com a bateria, com o violoncelo, com a banda. Mas com a voz. Ou melhor dizendo, com o vozeirão.

Sevdaliza nasceu com um dom ao alcance de poucos. Como ao ouvir o refrão do Human Nature que atinge agudos como ao alcance de poucos. Ou quando ouvimos o Hubris ou Marilyn Monroe. O Human, tocado logo no início e que chama a atenção do público, não desilude. Não é como o Humana que se escutou no verão passado, mas toca-nos de igual forma. Porque é o que somos todos.

Sabemos que o espectáculo é uma performance, muito metódico e pensado. Aliás, Sevdaliza atua como uma atriz, sabe o papel que tem de fazer, mas no final solta as amarras e interage com o público. Como quando diz que “vocês me salvaram a vida. Amo-vos tanto. Não fazem ideia“. Mas fazemos a ideia, quando vemos algo que não acontece todos os dias. Sevdaliza depois do encore ficou cerca de cinco minutos junto às grades a distribuir abraços, beijos e selfies. Há uma relação entre Portugal e Sevdaliza. E fica mais séria cada ano que passa.

Promotor – Livecom


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