Estamos cada vez mais próximos do Vodafone Mexefest. Assim sendo, logicamente que o cartaz vai ficando cada vez mais composto. Na saga que iniciámos na semana passada, segue aqui mais uma ronda de bandas que vai passar pelo centro de Lisboa, já nos dias 25 e 26 de Novembro.

Três é a conta que o Mexefest fez

Em matéria de trios, há muito material para analisar. Para começar os Sunflower Bean. Os nova-iorquinos vêm a Lisboa apresentar o seu rock psicadélico. Na bagagem trazem o disco de estreia, Human Ceremony, aclamado pela organização como “música para dançar e suar”. A ver pela primeira vez em solo nacional.

Outra das confirmações para o Mexefest foram os Digable Planets. Também de Nova Iorque, este trio constituído por Butterfly (Ishmael Butler), Ladybug (Mary Ann Vieira) e Doodlebug (Craig Irving), fundiram o rap com o jazz e já lhes trouxeram imensas aclamações, como o Grammy, no longínquo ano de 1993. Reuniram-se de novo este ano, e escolheram Lisboa como uma das cidades pelas quais irão passar.

Uma das grandes confirmações para este Mexefest foram as poderosas KING. Formadas por Paris, Amber Strother e Anita Bias, refrescaram e reinventaram o R&B e o soul, juntando um pouco da pop. O We Are King foi bastante falado, tanto pela imprensa especializada como por vários artistas como Erykah Badu, Solange, Nile Rodgers, Sam Sparro, Janelle Monáe ou Questlove.

Deste lado do Oceano Atlântico, das terras da Sua Majestade, chega-nos os The Invisible. O terceiro álbum de originais, Patience, é uma mescla de R&B, Pop e um rock electrónico. Liderado por Dave Okumu, os britânicos podem colocar no currículo o facto do primeiro álbum, homónimo, ter sido nomeado para um Mercury Prize, em 2009.

Os ritmos lusófonos

Os Octa Push estão de volta com os seus ritmos quentes dos PALOP com um cheiro a electrónica. Depois de Oito, lançado em 2013, Língua tomou de assalto a música lusófona, que é uma “uma homenagem aos últimos 40 anos”. Com participações de Tó Trips, João Gomes dos Orelha Negra ou os Cachupa Psicadélica, os irmãos Guichon prometem “partir o chão” numa das salas do Vodafone Mexefest.

Nomes de peso, mas em alta forma

Tomaram o gosto a Lisboa e já estão de volta. Depois de terem atuado no verão em Algés, os Jagwar Ma são uma das grandes aquisições para este outono com sabor inverno. O trio australiano lançou este ano o Every Now & Then, mas desde 2013 que equipa que ganha não mexe. Rock+Psicadelismo+Electrónica. Esta equação fez com que já passassem pelos palcos mais importantes, actuando juntamente com Foals, The XX, entre outros. Banda de peso para o festival.

Num registo mais clássico, temos os Whitney. Directamente de Chicago, chegam ao Mexefest com a pretensão de mostrar o último trabalho, Light Upon The Lake, que conta com a colaboração do vocalista dos Foxygen, o extrovertido Jonathan Rado. Embora sejam conotados com um rock mais clássico, é com naturalidade que veremos também influências pop no concerto.

Quando falamos em Bélgica, muitos se recordam das aventuras do Tintin. Pois bem, Tom Barman, líder dos dEUS embarcou numa aventura com o saxofonista norte-americano, Robin Verheyen, e criaram os TaxiWars. Claro que falta sempre mais compinchas para aventura, por isso Nicolas Thys e Antoine Pierre juntaram-se à epopeia que tem o Jazz como base para um projecto, que à falta de melhor adjectivo, é intenso. Como clímax desta aventura, Fever foi o resultado final que será apresentado no Vodafone Mexefest.

Sharon Van Etten, Benjamin Clementine são dois de muitos nomes que atuaram no Coliseu, durante as últimas edições do Mexefest e que são detentores de vozes arrebatadoras. A uma lista infindável, junta-se agora Meg Baird. Por acaso, já colaborou com a Sharon, mas é agora em registo a solo que se apresenta, mostrando as suas raízes folk cá em Portugal. Multifacetada, já colaborou com nomes como Kurt Vile e Steve Gunn, também conhecidos cá por este lado do burgo. Directamente de S. Francisco, Don’t Weigh Down the Light é a pista ideal para descobrir esta artista em pleno Mexefest.

O Música em DX esteve presente na edição de 2015, todas as reportagens estão disponíveis no nosso website em Reportagens > Festivais > Vodafone Mexefest 2015.

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Texto – Carlos Sousa Vieira
Promotor – Música no Coração