NOS Primavera Sound 2017, Dia 9 – O Esplendor de uma Diversidade Pintada em Tons de Verde

Após um dia alucinante que marcou o arranque de mais uma edição do NOS Primavera Sound, o festival do Parque da Cidade voltou à carga para mais um dia de concertos, onde, para a ocasião, tanto o palco Ponto como o palco Pitchfork passaram a albergar artistas e a acolher festivaleiros. Com os termómetros a registar temperaturas bem mais elevadas do que o dia anterior, o recinto do festival iria, pela primeira vez, atingir a sua lotação máxima, visto que o dia 9 estava esgotado, ficando no ar a promessa que aquele dia seria memorável. E não é que foi mesmo?

NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Ambiente

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O relógio estava prestes a marcar cinco horas e já se notava uma maior afluência de público quando em comparação com o dia anterior – o palco NOS já tinha as suas primeiras filas cheias de fãs acérrimos de, suspeitamos nós, Bon Iver a não querer pitada do regresso de Justin Vernon ao nosso país. Contudo, a música começou a ecoar no Parque da Cidade no palco Super Bock ao som dos First Breath After Coma.

O quinteto de Leiria caminha a passos largos para se tornar num dos projetos portugueses mais mediáticos a nível internacional, o que explica o porquê da sua inclusão no NOS Primavera Sound, visto que estamos perante um festival que contou com cerca de sessenta nacionalidades diferentes ao longo dos seus três dias de duração. Com Drifter, segundo disco de originais do First Breath After Coma, ainda na fresca, a banda aproveitou para mostrar alguns dos temas mais emblemáticos do seu recente trabalho e que lhes está a dar algum burburinho para além fronteiras; “Salty Eyes”, “Gold Morning Days” e “Tierra del Fuego: Nisshin Maru”, que relata o confronto entre as baleias e os navios de caça das mesmas, retratado na obra O Mundo no Fim do Mundo, por Luis Sepúlveda, com este tema a servir um pouco como a ‘banda-sonora’ imaginada pela banda para tal acontecimento.

Mesmo que as atenções tenham estado mais viradas para Drifter, houve tempo para ir buscar material ao disco de estreia, The Misadventures of Anthony Knive, com “Shoes For a Man With No Feet” ou a já clássica “Escape”, que arrancou uma boa quantidade de palmas do público que quiseram ‘auxiliar’ os rapazes a marcar o tempo da canção; em jeito de surpresa inesperada, David Santos, o ‘nosso’ Noiserv, o multi-instrumentista juntou-se aos seus colegas de profissão para “Umbrae”, tema de Drifter em que participa nas vozes, sendo um dos momentos mais aplaudidos da noite.

20170609 - NOS Primavera Sound’17 Dia 9 First Breath After Coma

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O segundo dia do NOS Primavera Sound parecia estar a começar da melhor maneira, mas os australianos Pond vieram contrariar um pouco esta linha de pensamento.

Passados dois anos desde a sua última aparição em solo português, o desejo de matar saudades de Pond era imenso, havendo um enorme aglomerado de fãs a ocupar os lugares da frente do Palco NOS. Com dois dos seus membros a terem fortes ligações com os Tame Impala, eram muitos aqueles que usavam t-shirts da banda de “Let It Happen”, mas essas são das poucas semelhanças que podem ser estabelecidas entre ambas as bandas: os Pond abordam uma temática psicadélica mais vocacionada para o garage e o acid. “Elvis’ Flaming Star”, “Waiting Around For Grace” ou “Don’t Look at the Sun or You’ll Go Blind” foram alguns dos temas que mantiveram o ritmo frenético durante todo o concerto, embora faltasse um público tão recetivo como aquele que vimos em Paredes de Coura, em 2015.

O horário diurno não é o mais indicado para um concerto de Pond, faltando-lhes um jogo de luzes e de vídeo que vá em conta com o seu psicadelismo alucinante característico. Todavia, Nick Allbrook não deixou de revelar os seus tiques de rebeldia ao saltar para o meio do público e a juntar-se aos mesmos para cantar “Paint Me Silver”. Terminando o concerto com as saudações da praxe e com uma fotografia a ser usada na capa do eventual próximo disco da banda, “The Weather” não conseguiu salvar a atuação a meio gás dos Pond – muitos foram abandonado a frente do Palco NOS ao longo do concerto – esperando-se que, quando regressarem ao nosso país, possam usufruir de um horário que condiz melhor com o seu estilo.

20170609 - NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Pond

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Durante o concerto de Pond, muitos foram os festivaleiros que, ao refrescarem-se com a típica cerveja de festival, tomaram o palco Super Bock de assalto para garantirem um bom lugar para a banda que se seguiria: Whitney.

Mesmo esta sendo a terceira aparição do sexteto oriundo de Chicago em Portugal no espaço de um ano, cada vez são mais aqueles que descobrem os encantos do indie-folk dos Whitney. Mal os primeiros acordes de “Dave’s Song” surgem, há longo um silêncio aparatoso para que se possa ouvir a beleza que reside na voz de Julien Ehrlich no seu estado mais puro – é impressionante a forma como consegue simultaneamente tocar bateria e dar tanta atenção àquilo que canta. Apesar de terem passado qualquer coisa como oito meses desde a sua última estadia por Lisboa – Julien cometeu o ‘erro’ de dizer que preferia a capital à invicta, reunindo um misto de upos e risadas face à revelação – confidenciam logo que tinham saudades deste “país tão bonito” e “tivemos problemas com o nosso voo e não dormimos praticamente nada, mas sabíamos que este seria um concerto especial e por isso vamos fazer por isso”, arrancando logo imensos gritos de euforia de uma plateia que se silenciaria logo a seguir ao som de “No Matter Where We Go”.

Em “Polly”, tal como aconteceu o ano passado em Paredes de Coura, Julien e o baixista Josiah Marshall decidiram “homenagear” uma bandeira LGBT que se encontrava pela plateia e beijam-se de forma apaixonante e sentida, recebendo uma calorosa salva de palmas durante o resto de toda a música. As surpresas deste concerto de Whitney não pareciam mesmo ficar por ali, com Ambrose Kenny Smith dos King Gizzard & The Lizard Wizard a ser convidado surpresa em “Red Moon”, juntando a sua harmónica a este tema instrumental, ou a presença de duas versões dos temas “You’ve Got a Woman” (Lion) e “Magnet” (NRBQ), mantendo a essência original das canções mas juntando a delicadeza e beleza de Whitney.

Com o concerto perto de alcançar o seu término, houve uma nova calorosa salva de palmas para Julien quando este dedica “Follow” ao seu avô recentemente falecido, não conseguindo conter a emoção ao ver a compaixão do Porto para consigo. Como seria de esperar, “No Woman” fechou a festa dos Whitney e pode mesmo ter dado como garantia que estamos perante um autêntico caso de sucesso em Portugal, esperando-se enchentes como esta sempre que a banda regressar ao nosso país, pelo menos julgando por todas as manifestações do público entre canções.

20170609 - NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Whitney

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Continuando no reino do folk e das vozes bonitas, a cantautora Angel Olsen era a próxima artista que se seguia no Palco NOS, prestes a fazer meio festival ficar caído de amores.

Comparando com a última vez em que vimos Angel Olsen em território português, a sua banda de apoio expandiu-se imenso, sendo agora constituída por cinco excelentes músicos, todos vestidos de fato cinzento e camisa branca, fazendo com que o vestido verde que Angel Olsen usava sobressaísse. Independentemente daquilo que vestisse, a norte-americana acabaria mesmo por ser o grande destaque do palco, ou não tivesse uma das vozes mais marcantes da atualidade, com um timbre a roçar o angelical. Iniciando o concerto no registo indie rock do último disco, My Woman, arranca com “Shut Up And Kiss Me”, demonstrando desde logo aquilo que queríamos dizer sobre o tom mágico com que Angel Olsen foi abençoada.

Embaraçada com todas as palmas e confissões de amor de alguns fãs mais expressivos, a cantora comenta, entre risos, que estão a fazê-la corar, embora agradeça os elogios e retribui com sentidas palavras sobre a cidade do Porto. Com três discos de carreira, em que os dois primeiros mostravam uma Angel Olsen mais pura e simples, apenas de guitarra em punho e voz vinda do coração, e o terceiro apresentava um registo algo mais mexido e animado, os temas deste último tiveram uma boa passagem para palco, muito por culpa do excelente quinteto de músicos que acompanhou a artista. Todavia, para aqueles que estão apaixonados pela norte-americana já faz tempo, houve a oportunidade de aproveitar da inocência primordial da mesma num formato um pouco mais intimista, como estávamos habituados, com a banda a passar para segundo plano para que temas mais antigos como “Acrobat” e o belíssimo “Windows” pudessem encher as medidas de todos aqueles que queriam ver Angel Olsen no seu estado mais puro. Uma voz bonita que conquistou uma plateia bem composta neste final de tarde do NOS Primavera Sound.

20170609 - NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Angel Olsen

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Aproveitando a boleia de muitos festivaleiros que rompiam pela multidão, fomos estrear o palco Ponto onde os Sleaford Mods iam conquistando cada vez mais seguidores.

A passagem da voz apaziguadora de Angel Olsen para o spoken word cru de Jason Williamson foi uma mudança em peras, mas este post-punk minimalista da dupla de Nottingham exigia-se sincero e realista: os Sleaford Mods tratam-se de dois tipos que falam sobre as dificuldades e o clima tenso que se vive no Reino Unido, tudo com uma batida eletrónica a servir como música de fundo. Arrecadando a proeza de juntarem o maior número de festivaleiros britânicos em frente ao palco – com idades compreendidas entre os vinte e os cinquenta anos – a dupla iam apresentando alguns dos novos temas presentes no seu mais recente disco de originais, English Tapas, abordando temas controversos como o Brexit ou Theresa May, tudo para delírio dos ingleses que se reviam em todas as palavras que Jason Williamson pregava e que saltavam e cantavam as letras de temas emblemáticos como “Jobseeker” ou “Tied Up The Notz”.

Atraindo cada vez mais público curioso pela barulheira e pelo festim que se iam lentamente criando em frente ao palco Ponto, os Sleaford Mods abriram ao apetite a muitos festivaleiros com o fim do seu concerto, levando a que muitos experimentassem as dezenas de barracas de pronto-a-comer existentes no recinto; afinal, a gastronomia do Porto é da mais saborosa que há por Portugal.

20170609 - NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Sleaford Mods

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Já com as forças recarregadas para o resto da noite e cientes que as escolhas mais complicadas da noite estavam prestes a chegar, utilizou-se o dom da omnipresença para ver um pouco de Swans e de Bon Iver, que infelizmente iriam tocar ao mesmo tempo. Como ainda não se controla bem esse poder de estar em dois sítios ao mesmo tempo, passou-se mais tempo no projeto de Justin Vernon, que será relatado num artigo individual, mas aquilo que se viu em Swans foi de outro mundo.

Com o mote de que aquela seria a última tournée dos Swans “como vocês nos conhecem”, ninguém quis perder pitada da trupe de Michael Gira, naquela que acabaria por se revelar como uma das principais enchentes do palco Ponto. Muitos conhecem a expressão “quem me dera estar em casa a ouvir Swans”, mas é tão melhor vê-los em carne e osso: dotados de um rock experimental que os permite aventurarem-se por diferentes polos dentro do mundo da música – post-punk, art rock, psicadélico ou post rock são apenas alguns dos estilos já experienciados pelos Swans – um concerto da banda de Nova Iorque apresenta-se como um evento de proporções épicas, ou não fossem os mesmos dotados de uma duração impressionante assim como um reportório com músicas a exceder os vinte (!) minutos de longevidade.

Mesmo enfrentando a competição de, provavelmente, o nome mais cobiçado de todo o festival – Bon Iver – os Swans mostraram-se capazes de enfrentar o desafio e de manter o seu público entretido, ganhando mais alguma audiência principalmente depois do final do concerto de Justin Vernon. Ao longo de duas horas, os Swans apresentaram dois dos temas mais marcantes do seu último disco de originais, The Glowing Man, como a que dá o nome ao álbum e “Cloud of Unknowing”, com To Be Kind a também estar representado através de “Screen Shot”. Tocando com um volume muito próximo do máximo, o projeto liderado por Michael Gira quis mostrar ao seu público – sim, toda aquela enchente nas filas da frente eram fãs devotos – que mesmo passados trinta anos, os Swans continuam frescos como nunca, prendendo todo o palco Ponto num universo sombrio e apocalíptico.

20170609 - NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Swans

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Após a tareia emocional levada a cabo por Swans, tanto Skepta como Hamilton Leithauser já tinham autênticas enchentes perante si. Repartindo o nosso tempo por ambos, no confronto direto entre o hip-hop e o rock tradicional americano, foi mesmo o público do NOS Primavera Sound que saiu a ganhar.

De forma quase incrível, Joseph Junior Adenuga, a.k.a. Skepta, já vai em quatro discos de originais espalhados ao longo de dez anos, mas foi apenas em 2016 que o seu quarto álbum, Konnichiwa, que o britânico entrou no estrelato, tendo inclusive ganho o prestigiado Mercury Prize Award. Afirmando-se como um ativista e não um rapper, Skepta atirou-se de rajada a “Konnichiwa” e “That’s Not Me”, conquistando desde cedo o público e mantendo-o nas suas mãos durante toda a atuação onde “Shutdown” acabaria por ser o ponto alto da mesma. Trazendo consigo o reaparecimento do movimento grime, Skepta incentivava o público a viver a sua vida ao máximo e sem qualquer tipo de represálias, deixando a plateia cada vez mais ao rubro e num estado explosivo. O NOS Primavera Sound sempre se destacou pela sua forte aposta no hip-hop e, depois do concerto de Skepta, é visível que estamos perante uma aposta ganha.

Quando se conseguiu finalmente chegar ao palco Pitchfork, a multidão para ver o ex-Walkmen era tanta que a tenda transbordava tal não era a afluência, havendo, inclusive, pessoas sentadas numas escadas não muito longe da tenda para que pudessem ter um pequeno vislumbre de Hamilton Leithauser.

Mal as primeiras notas de “A 1000 Times” começaram a soar pelo palco Pitchfork, a tenda que albergava o mesmo dividiu-se rapidamente em duas frações: uma que pulava de alegria ao som do grande êxito resultante da colaboração Hamilton Leithauser + Rostam e a restante que tentava filmar tudo com os seus telemóveis. Todavia, aquilo que unia ambas era a entoação da música em plenos pulmões, feito que impressionou o próprio artista e que o deixou com um enorme sorriso no final da mesma. Agradecendo a amabilidade do público português, confessa que desde o tempo dos seus The Walkmen que ama o nosso país, querendo homenageá-lo ao ponto de um dos discos da sua banda chamar-se Lisbon; “aviso desde já que o Porto é bem capaz se mais bonita que Lisboa” gracejou o cantor para gargalhadas vindas de todos.

Ao longo de pouco mais do que uma hora, Hamilton Leithauser dissecou grande parte do último I Had a Dream That You Were Mine, revelando algumas histórias sobre os temas do mesmo como “The Bride’s Dad” ser sobre o pai de uma ex-namorada do cantor que não foi convidado para o casamento da própria filha. Dando (ainda) mais intensidade aos seus temas, Hamilton Leithauser consegue transmitir toda a emoção que sente nas palavras em temas como “Peaceful Morning” ou “1959”, um “dueto que vai ser só cantado comigo, tipo Han Solo”. Conquistando com a sua boa disposição, Hamilton Leithauser revelou-se uma surpresa agradável para todos aqueles que queriam descansar um pouco da intensidade daquele dia, mas que ao mesmo tempo não queriam deitar a toalha para o chão.

20170609 - NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Hamilton Leithhauser

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Se há algo que não esteve, de certeza, no chão foi o público dos australianos King Gizzard & The Lizard Wizard, num dos concertos mais enérgicos de todo o festival.

Colecionando cromos de festivais em Portugal – Vodafone Mexefest, Super Bock Super Rock e Vodafone Paredes de Coura – o grupo australiano apresentou-se no NOS Primavera Sound com dois novos álbuns por estrear em solo português, isto nem com um ano se ter passado desde a sua última passagem por cá. Com ligeiras dificuldades técnicas no arranque – problemas de som com as baterias siamesas – Stu Mackenzie aproveitava para pousar para os fotógrafos e atiçar o público que procurava a adrenalina constante de um concerto de King Gizzard & The Lizard Wizard.

Talvez por ser um dos discos mais recente do conjunto de Melbourne, Austrália, os temas “Rattlesnake”, “Doom City” e “Nuclear Fusion” de Flying Microtonal Banana falharam em criar a mossa expectável de um concerto de King Gizzard & The Lizard Wizard, apesar de um outro aventureiro se lançarem em crowdsurfs solitários e madrugadores. As vibes psicadélicas começaram, finalmente, a fazer efeito quando se começou a ouvir os primeiros vestígios de Nonagon Infinity e, a partir daí, foi o descalabro total.

Com um trio de canções totalmente avassalador, “Robot Stop”, “Gamma Knife” e “People Vultures”, a segurança do palco Ponto não tinha mãos a medir face tanto crowdsurf pelo meio do público e sessões de mosh que faziam mesmo o pouco pó existente numa das esverdeadas colinas do Parque da Cidade levantar e criar um cenário visual incrível através do jogo de luzes alucinante existente no palco. Estando a adorar a energia portuguesa, os King Gizzard & The Lizard Wizard não tiraram o pé do acelerador por um momento que fosse, chamando cada vez mais, mais e mais pessoas para as imediações do palco Ponto para verem aquele tsunami de euforia vinda da Austrália. Não nos importaríamos de ter concertos destes tipos todos os anos por Portugal.

20170609 - NOS Primavera Sound’17 Dia 9 King Gizzard & The Lizzard Wizard

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Com a forte adesão presente em King Gizzard & The Lizard Wizard, os Cymbals Eat Guitars, banda americana oriunda da cidade Nova Iorque, não tiveram um público apto para o concerto que estavam a dar, contando-se cinco filas de pessoas em todas as imediações do palco Pitchfork. Com um indie rock que vai buscar um pouco vestígios do movimento do shoegazing dos anos 90, o quarteto americano não tinha muito por onde pegar em termos de afluência mas, mesmo assinou, um concerto competente e que deixou a vontade de os ver novamente por cá. Apesar de irem recebendo nova sangue depois do final do concerto do grupo australiano, nunca chegou a registar a afluência que o palco Pitchfork estava a registar este ano.

20170609 - NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Cymbals Eat Guitars

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Dando como terminadas as atuações do palco NOS naquele dia esteve Nicolas Jaar, o chileno com descendência francesa e que adora experimentar novas sonoridades na sua eletrónica absorvente e abstrata.

Apresentando um set que contou com temas originais do músico assim como criações improvisadas, as pistas de dança para aquele dia do NOS Primavera Sound estavam finalmente abertas, com as projeções emitidas pelo palco a criarem um sistema de luzes impressionante e envolvente, contando-se tanto pessoas em estados de transe como a dançar de forma impulsiva.

Com a música eletrónica a manter-se pela noite dentro no Palco Pitchfork, o segundo dia do NOS Primavera Sound mostrou-nos que a forma eclética por de trás do seu cartaz é a chave para o seu sucesso e o porquê deste festival ser mesmo um dos mais bonitos do mundo: reunir artistas tão distintos como aqueles que passam pelo Parque da Cidade é para poucos, mas fazer com que todos consigam dar excelentes concertos, só mesmo no NOS Primavera Sound.

 

Toda a informação sobre o NOS Primavera Sound’17 está disponível no nosso website em Reportagens > Festivais > NOS Primavera Sound 2017 .

Os artigos e fotografias de cada dia estão disponíveis em:

Dia 8

+ NOS Primavera Sound 2017, Dia 8 – O Porto Seguro da Natureza e da Música
+ Nome de Código: R.T.J. (Run The Jewels)

+ NOS Primavera Sound’17 Dia 8 Ambiente
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 8 Cigarettes After Sex
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 8 Rodrigo Leão & Scott Matthew
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+ NOS Primavera Sound’17 Dia 8 Run The Jewels
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 8 Flying Lotus
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 8 Justice

Dia 9

+ NOS Primavera Sound 2017, Dia 9 – O Esplendor de uma Diversidade Pintada em Tons de Verde
+ A Serenata Monumental de Bon Iver

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+ NOS Primavera Sound’17 Dia 9 First Breath After Coma
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Pond
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Whitney
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Angel Olsen
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Sleaford Mods
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Teenage Club
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Swans
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Hamilton Leithauser
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 9 King Gizzard & The Lizard Wizard
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 9 Cymbals Eat Guitars

Dia 10

+ NOS Primavera Sound 2017, dia 10 – No Dia de Portugal, a Festa fez-se no Parque da Cidade
+ O Estado de Guerra de Death Grips

+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 Ambiente
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 Evols
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 Elza Soares
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 Wand
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 The Growlers
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 Shellac
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 Death Grips
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 Metronomy
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 Weyes Blood
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 Japandroids
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 Operators
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 The Black Angels
+ NOS Primavera Sound’17 Dia 10 Against Me!

 

+info em nosprimaverasound.com

Texto – Nuno Fernandes
Fotografia – Luis Sousa
Evento – NOS Primavera Sound’17
Promotor – Pic-Nic Produções