O “Post Punk” está vivo e de boa saúde

O “Post Punk”  está vivo e de boa saúde, ou, como os Lur Lur arrebataram corações no Sabotage Club.

Esta foi a terceira vez que assisti a um concerto dos Lur Lur no Sabotage. Se das outras vezes já tinha gostado bastante, esta terá sido a confirmação de que estamos na presença de uma banda, cuja música e performance em palco, tiraram qualquer dúvida aos mais desatentos ou que os viram/ouviram pela primeira vez.

Vou começar pelo fim, ou seja, os Lur Lur começaram o concerto pelo último tema do EP, recém editado e que vieram apresentar ao Sabotage. “Love Will Keep Us Together”, que dá o titulo ao mesmo, e com lançamento em formato físico agendado para o início de 2016, começa calmo, mas, sem se fazer esperar muito, começamos a perceber o rumo que este concerto vai tomar. A voz de Peter, pungente, a alma que entrega ao tema (assim como a todos os outros), e os apontamentos vocais de Lucinda Sebastião, (a quem eu tomei a liberdade de apelidar de “Lovich”) fizeram, logo de início com que todos os temas fossem “pontos altos” da noite.

O concerto continua com temas como Soul Queen, Beat, Shame (You got no),  e por aí fora, num total de 12 temas, e termina com uma uma excelente cover de “Lullaby” dos The Cure (uma das suas influências), finalizando, em total apoteose com “Dance Like Elvis”, em jeito de jam session, em que o Peter e a Lucinda vêem celebrar para o meio do público.

Embora, como disse no início deste artigo, já os tenha visto 3 vezes, esta soube-me a pouco, pela prestação em palco, pela qualidade dos músicos e pela qualidade musical que ofereceram ao público. Sem espinhas.

A abrir para os Lur Lur, estiveram os Tropea, banda recentemente formada, deram o seu primeiro concerto ao vivo. As suas influências de The Feelies, Yo La Tengo e mais uma ou outra de muito bom gosto faz com que esta seja uma banda a seguir. De perto.

Texto – David Polido
Fotografia – Ana Pereira