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“Cuatro Horas de Camino” é o primeiro single do segundo disco de Os Overdoses

“Cuatro Horas de Camino” é um clássico instantâneo de garage punk ibérico: caótico, impulsivo e visceral.
Editado acompanhado de uma obra-prima cinematográfica inspirada pelos filmes de série Z americanos, realizada por João Martins (d’Os Overdoses e Summer of Hate), que serve de prequela ao universo de “série O” d’ Os Overdoses, revelando como a banda começou a ser perseguida pelo governo estadunidense por corromper a juventude, através da divulgação de uma cassete captada de um ensaio da banda que se transformou num artefacto com capacidades sobrenaturais.

É o primeiro avanço do novo disco de Os Overdoses, o primeiro álbum de sempre de uma banda portuguesa cantado apenas em espanhol, baseado na tragédia de Lorca, onde amor, sangue e vingança são as personagens principais, aqui manifestando-se em forma de uma mini-enciclopédia rock, que vai desde o punk que esfaqueia tímpanos, a um spaghetti western febril e dançante passando pelo psicadelismo psicossexual e reverberante.

Janet, Joey, Johnny e Jerry são quatro marginais de Forest Hills, Queens (Nova-Iorque) de descendência luso-italiana, que trabalham em crime organizado desde os anos 50 enquanto mantém a sua banda de rock n’roll que, apesar de ser obscura, o seu som caótico, distorcido, hipnótico e primitivo, influenciou inúmeras bandas que, sem querer, conseguiram assistir a um ensaio da banda quer dentro, quer de fora da cave do restaurante da mãe do seu futuro agente Tiny Tony, e que acabariam por mudar a cultura popular para todo o sempre: como Beatles, Stones, Bob Dylan, Velvet Underground, Suicide, Pink Floyd, Ramones, Aphex Twin e muitos outros.

Em 2024 dão o seu primeiro concerto ao vivo e lançam o seu criticamente aclamado disco de estreia All Killers! No Feelers!, um álbum de rock’n’roll electrónico, embebido em synth-punk e psicadelismo. Produzido, misturado e masterizado por José Arantes e editado pela Dirty Filthy Records (UK) e Echodelik (USA), durante o seu exílio no Porto.

Acabando por tocar extensivamente pela Península Ibérica nos dois anos seguintes, enquanto fugiam do FBI por corrupção da juventude estadunidense durante o período do Macarthismo e por uma série de assassinatos estratégicos que se encontram sob investigação federal e não podem ser ainda divulgados ao público.

Preparam-se para editar o seu segundo disco Bodas de Sangre no dia 29 de janeiro com o selo da Groovie Records. Mas antes apresentam como cartão de visita “Cuatro Horas de Camino”.