É verdade, décadas depois, o Enforcado ressuscitou.
Dia 6 de Junho das 18.00 às 21.00. Apresentação do primeiro álbum na Groovie Records, Rua Angelina Vidal 49, em Lisboa.
Banda fundada em 1987 como Herdeiros de Loudun em 1988 alterou o nome para Jardim do Enforcado. Em 1989 deu três concertos no Rock Rendez-Vous e um no Bar Oceano. 1989 foi também o ano da gravação da cassete pela Facadas na Noite, Onde os caixões brotam como flores (fruto de uma sessão gravada no RRV) e da participação em Insónia, uma compilação de bandas da mesma editora.
Os concertos revelam-se teatrais e tétricos incluindo um caixão e uma urna de criança em palco (comprada nos saldos da funerária) e uma “espera” algo performática na porta da redação ao jornalista do LP que falou mal da banda. Em 1990 dão um concerto sem o vocalista – era já a corda a fazer comichão no pescoço – e nesse mesmo ano é assinada a certidão de óbito. A cassete foi o único testamento deixado aos vivos antes de ser enforcado.
Em 1991 acontece uma reviravolta digna de filme Série B: reaparecem em palco para um único concerto extra, por motivos financeiros, concerto esse tumultuado e que terminou à terceira música com a banda a ser expulsa de palco pela organização. A performance de Sexo Flácido foi demais. Mas com a morte a lenda apenas cresceu e esteve décadas a ser comentada em surdina e a ser considerada por muitos como pioneira do Deathrock em Portugal. Até que… … Em 2025, a convite de André Carneiro da editora Pós80s, é editado um CD com músicas antigas e com o bónus de uma música nova (Os óculos escuros de Pasolini), esta feita em 2025 de propósito para esse CD. Em 2026 a mesma Pós-80´s edita o concerto de 1989 no RRV, que foi um especial em homenagem aos nove anos da morte de Ian Curtis.
Com o frissom à volta de Os óculos escuros de Pasolini surge a ideia de fazer um álbum inteiramente constituido por músicas novas e apenas com os mesmos três elementos da música nova: Paulo Seixas na composição, todos os instrumentos, e letra de Le Monde, Luis Futre nas vozes e letra de A lenda do Jardim do Enforcado, e Leonel Ventorim na voz e restantes letras.
Colaboram no álbum dois antigos elementos: Abrão Tavares na percursão (A lenda…), Vitorino Corisco em O Monstro do pântano e Sonâmbulo Sentimento, e a estreia de Catarina Ferreira na voz e letra de Dois Tempos. A produção do álbum foi do Paulo Vieira e foi gravado em Março de 2026.
O álbum é de Rock Alternativo/Pós Punk e as músicas são:
1. Herdeiros de Loudun
2. O Monstro do Pântano
3. Le Monde
4. Dois Tempos
5. Os Óculos Escuros de Pasolini
6. Dois Mil e Vintes
7. Blocchiamo Tutto!!!
8. Sonâmbulo Sentimento
9. A Lenda do Jardim do Enforcado
Nos anos 80 a banda foi composta por Paulo Seixas, Luis Futre, Carlos Pancadas, Vasco Corisco e Vitorino Corisco; com passagens breves e colaborações de Leonel Ventorim (fundação), Luis Gago, Abrãao Tavares e Ondina Pires (ex Pop Dell´Arte e Great Lesbian Show). E tudo isto sem Inteligência Artifícial, apenas com uma corda ao pescoço.
Fotografia (capa) – Ana Sofia Carvalho



