Nos dias 8 e 9 de maio, voltamos a ocupar a SHE – Sociedade Harmonia Eborense (dia 8) e a SOIR – Joaquim António d’Aguiar (dia 9), em Évora, com um cartaz que junta gerações, geografias e sonoridades que vão do rock ao thrash, com desvios pelo folk, punk, jazz, noise e pop, sempre com o espírito livre e desrotulado que define a Capote.
São 9 nomes que tomam o pulso à música que se ouve pelos cantos do país trazendo-nos urgência, inquietações, atitude e uma irresistível vontade de tocar alto. Em tempos meio trocados, acelerados e por vezes desconectados, valha-nos a sorte de ter o Capote que nos une em celebração, como uma lufada de ar fresco onde continua a fazer sentido estar junto, a cantar e a vibrar em uníssono, frente a um palco.
O festival arranca a 8 de maio, na SHE, com os Adoro Protocolo, vencedores do Festival Emergente 2025, a trazerem uma nova vaga de energia crua de noise e improviso, seguidos pelos Mud Revolution, da Madeira, com décadas de história e rock no sangue, um símbolo de uma geração que viveu a repressão, a mudança e que continua a viver a esperança. A fechar a noite, as vibrações insulares continuam na danceteria com a música de Legendary Betty Blue.
No dia 9, transitamos para a SOIR com um alinhamento que não dá tréguas: Pato Bernardo, apresentam o seu rock experimental e surrealismo musicado; A Esquerda, com música de intervenção urgente e sem concessões; Anarchicks, afiadas entre punk e grito político, com um apetite voraz por destruição construtiva; Thrashwall, cheios de pujança, peso e velocidade no talo; Sal, uma fusão orgânica de rock, folk e música de raiz, feita de carne, osso, suor e alma; e, para fechar, Les Lads – projeto de Tiago Castro e Ricardo Mariano – entre o indie, a eletrónica, passando pelo psicadelismo, world e rock, sempre para dançar.



