Banda punk com um pé no hardcore, as Mães Solteiras com Quim Albergaria, André Henriques, Ricardo Martins e Pedro Cobrado, constroem no seu álbum de estreia, um retrato cru do presente. As canções atravessam temas como a economia do cuidado, a privatização da saúde, o populismo, a emigração, a guerra, o grande capital, a crise da habitação e a precariedade do mercado de trabalho.
Pelo meio, há espaço para o amor, para o Alcindo e para refrões que nunca se cantam sozinhos, porque o punk também é sobre estarmos juntos.
Sobre a banda:
Ricardo Martins perguntou a André Henriques se queria fazer uma banda punk. Estava com saudades de fazer barulho. André Henriques riu-se e perguntou a Ricardo Martins se este não tinha já bandas suficientes na sua vida. Ricardo Martins riu de volta e acrescentou que gostava de convidar Gaza – alcunha de Pedro Cobrado – para tocar baixo. André Henriques gosta muito de Gaza – alcunha de Pedro Cobrado, embora nunca tenha percebido se é recíproco. Aceitou, com a condição de não ser o vocalista e de as músicas não passarem a marca dos dois minutos e trinta. Gaza – alcunha de Pedro Cobrado – respondeu à mensagem com o seguinte texto: “Baza”.
Ricardo Martins, André Henriques e Gaza – alcunha de Pedro Cobrado – fizeram dois ou três ensaios e as canções não paravam de aparecer. Depois de namorarem algumas opções para vocalista, lembraram-se que a escolha óbvia sempre esteve ali ao lado. Eis que André Henriques envia uma mensagem a Joaquim Albergaria (doravante designado por Quim) questionando se o seu amigo estaria oficialmente reformado do punk rock, no sentido em que nunca mais, em hipótese alguma, consideraria ser o homem aos gritos defronte de uma banda. Quim retorquiu por mensagem em letras capitais: “TENHO PENSADO EM VOLTAR A BERRAR, TODAS AS SEMANAS.”



