Há quinze anos, Cooper B. Handy lavava pratos para pagar contas enquanto produzia música de forma compulsiva. Isto resultou numa extensa discografia entre vários projetos e colaborações. Em 2015, lança LUCY, projecto que procura o ponto de encontro entre o universo pop e o experimental.
É com este projeto de canções curtas e singelas e letras surreais que se apresentará a 6 de novembro na Casa Capitão. Entre o romântico e o absurdo, LUCY cria uma mistura lúdica que, caso não entre à primeira, certamente encontra o seu caminho até ao ouvido mais cético.
Descodificando as leis da pop, o músico foge ao convencional, desafiando os outros géneros a fazerem parte da sua equação sonora. Soa a indie, a estranho, a novo. A falta de barreiras é, no fundo, a fronteira que o delineia dos outros artistas: uma identidade própria, sem cânones nem obrigações.
Este será uma das grandes apostas para o mês de novembro na Capitão. Na mesma noite irão ainda atuar dois artistas portugueses. csx, um produtor lisboeta que explora espaços sónicos dentro do seu universo electrónico, convidando a paisagens sonoras experimentais. Emigrada na mesma cidade dinamarquesa de csx, Frã viaja também por locais etéreos, onde o céu deixa de ser o limite e passa a ser um sítio onde estar.



