Na era em que nos encontramos, onde tudo é mera produção e consumo, seja o que for. Onde qualquer coisa vale mais que a empatia e, até, a vida humana, paramos muitas vezes para pensar como é que chegámos aqui. Onde e quando é que o ser humano deixou a humanidade para passar a ser máquina? Onde é que os princípios se perderam e deram lugar ao egoísmo, ao ódio e à violência?
E a arte? onde fica a arte? aquela que se alimenta do sentir?
O segundo disco de JUNKBREED é um murro na mesa! Na mesa e no estômago. É um grito de revolta nesta era da desumanização na tentativa de poder acordar quem adormeceu no caminho.
Sick Of The Scene apresenta uma evolução natural mas corajosa do som da banda, misturando rock, punk e post-hardcore com a sua energia crua e a atitude provocadora que está no ADN da banda. Apresenta um som mais directo e imediato, sem perder o caos criativo que os caracteriza. A ideia era manter a intensidade, experimentando estruturas mais tradicionais, acabando por ser o álbum mais pesado que fizeram até à data.
Há uma certa maturidade, onde se percebe que a banda continua a explorar novos territórios com ousadia e sem filtros.
Desafiam o ouvinte a escutar o disco com atenção, revelando que há detalhes subtis que mostram o quão se desafiaram na criação do álbum.
Este disco mergulha num conceito provocador e atual, fazendo uma crítica metafórica ao impacto da inteligência artificial na arte.
Apesar de fascinante, a tecnologia está a desumanizar a criação artística. A capa do disco, a cargo de Miranda, foi feita de forma satírica com recurso a IA, entrando em perfeito contraste com o título.
Sick Of The Scene tem nove faixas e não é apenas um grito contra o conformismo! É um verdadeiro assalto sonoro que prova que a criatividade e a identidade podem (e devem) andar de mãos dadas.
O disco foi gravado nos estúdios SinWav, teve mistura e masterização por parte de Mau e saiu com o selo da Raging Planet.



