Ganha contornos mais definidos o cartaz do Tremor 2024, com a adição de mais 14 confirmações para a edição que decorre entre 19 e 23 de março. No campo dos concertos anunciam-se hoje: DEAFKIDSHettaHoly TongueKate NVLa JungleRozi Plain Sarine. Pelo clubbing do festival passarão: o portuense DJ Lynce, a catalã Meritxell de Soto e a dupla Nik Colk Void + Maotik. A fechar a nova leva de nomes, a confirmação do regresso da residência artística Som Sim Zero, que reune a ondamarela à Associação de Surdos de São Miguel e à qual se junta, este ano, o grupo de percussão açoriano Bora Lá Tocar.

Num regresso a Portugal, terra por onde têm espalhado ecos de memoráveis concertos, os DEAFKIDS apresentam-se no Tremor à boleia de Ritmos do Colapso, o seu último disco, inspirado pelo clima distópico inaugurado pelo contexto pandémico. Música urgente, do zeitgeist atual, para tempos de colapso da “democracia”, da justiça, da verdade, da realidade e do nosso sistema nervoso. A par da atuação do coletivo brasileiro, o Tremor recebe ainda o projeto a solo do seu baterista, Sarine. Seguindo linha com mais dois projetos cujas explosivas atuações em palco prometem deixar marcas no festival: o pós-hardcore dos portugueses Hetta (uma das bandas revelações do último ano em Portugal) e os belgas La Jungle (a liderarem uma viagem épica pelo krautrock e noise rock).

Já há muito que acompanhamos o trabalho de Valentina Magaletti, ela que já esteve pelo Tremor um par de vezes. Virtuosa percussionista, Magaletti apresenta-se, nesta edição, numa colaboração com o produtor Al Wootton, Holy Tongue, projeto que explora a psicadelia livre de formas. Em estreia no festival o curioso e colorido universo de Kate NV. A partir de Moscovo, NV tem vindo a desenvolver um corpo de trabalho na ilustração e na música, onde se destaca pelo imaginativo uso de sinos, copos de água e sintetizadores. Em Room for the Moon, o seu mais recente disco, atira-se aos universos da pop new wave, ampliando a beleza e delicadeza da vida quotidiana que habita a sua música. Um jogo com a sensibilidade das pequenas coisas que encontramos também nas hipnóticas canções de Rozi Plain. A partir de Winchester, a música da inglesa tem encontrado a universalidade num território sonoro em constante expansão, mas que mantém um calor quase familiar, marcado pela centralidade da voz na composição de canções.

Os bilhetes para o festival estão à venda em 3cket.pt, por um valor de 70 euros.

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