“Sempre tivemos a certeza de que queríamos que o álbum fosse maior do que a soma das suas partes, por isso decidimos criar o mundo de um filme, intitulado Exit Strategy. Pensámos no álbum como uma série de fotografias instantâneas, contando a história de um grupo de personagens a tentar navegar pela vida.”

James McGregor

The Clockworks estreiam-se ao vivo em Portugal no dia 9 de março de 2024, com um concerto único na sala lisboeta Musicbox.

Definem-se como uma banda de ritmo acelerado, que utiliza referências da música, do cinema, dos romances e da arte para criar contos tragicómicos sobre o homem comum. Formados em Galway e atualmente a viver em Londres, The Clockworks são James McGregor, Sean Connelly, Damian Greaney e Tom Freeman. Em 2018 a banda delineou um plano: primeiro esgotar a sala de 90 lugares no andar de cima do famoso Roisín Dubh, em Galway; depois, em maio, esgotar a sala de 280 lugares no andar de baixo; e finalmente, em outubro, mudar-se para Londres. Tendo esgotado os dois espectáculos exatamente como planeado, em janeiro de 2019 a banda mudou-se efectivamente para um apartamento por cima de uma padaria no norte de Londres, alimentada por uma fé e determinação cegas. No final do mês, o quarteto assinou contrato com a Creation23, uma label que apenas edita singles.

Descrita pelo NME como “muito boa” e elogiada pela CLASH pelo seu “feroz sentido de propósito“, a banda rapidamente ganhou terreno graças a singles como “Feels So Real”, “Enough Is Never Enough”, “Can I Speak To A Manager?”, “Endgame” e “Advertise Me”. Muito elogiados pelo The GuardianThe Independent e Hot PressThe Clockworks têm recebido um sólido destaque nas rádios nacionais BBC Radio 1 e BBC 6 Music, além do apoio de artistas míticos como Iggy Pop e Simon Le Bon.

Com actuações ao vivo um pouco por toda a Europa, The Clockworks deixaram marca nos grandes festivais por onde passaram, como PukkelpopEurosonicElectric PicnicDour e The Great Escape, assim como em Sefton Park (Liverpool) onde atuaram com os Kings of Leon, no Soccer AM da Sky 1 e na tour dos EUA com os Pixies.

Depois de uma extensa digressão pelo Reino Unido no final de 2022, a banda decidiu entrar em estúdio para gravar o seu primeiro longa duração. No álbum de estreia, The Clockworks juntam às histórias que contam as influências que os guiam, dos Pulp Fiction a Fleabag, de Zadie Smith a Edward Hopper. Escreveram incessantemente durante 2022, elaborando diligentemente o que viria a ser este álbum de estreia. Lançado de forma independente pela sua própria editora Life and Times Recordings, “Exit Strategy” é um trabalho de amor de 13 canções, gravado nos Abbey Road Studios e no Love Electric, com ajuda na produção de Bernard Butler dos Suede. O álbum divide-se em duas metades (divididas literalmente pelos dois lados da edição em vinil), intituladas “Galway” e “London”, e apresenta uma banda multifacetada, que se esforça e explora os limites da sua filosofia.

Exit Strategy gira em torno de um protagonista que se muda de Galway para Londres em busca de sentido, certo de que, como personagem principal do filme da sua própria vida, a solução está em mudar o seu ambiente e agir como alguém que não é. Tanto um espelho como um portal, o álbum promete encontros com chefes manipuladores, agências de publicidade maléficas, um pacto quebrado para fugir para a Austrália, confrontos com a lei, namorados traidores, jovens drogados, mágoas, paranóia, ansiedade nas redes sociais e um cantor bêbado vestido de Jesus. É um álbum que joga com as emoções, que oscila entre a ironia e a sinceridade, de que o nostálgico/eufórico primeiro single Westway é paradigmático.

Marcados mais por uma filosofia do que por um som, The Clockworks tecem sensibilidades pop com estilos ruidosos, pós-punk e influenciados pelo rock. As canções parecem arrogantes e sombrias, mas muitas vezes têm uma qualidade épica e nostálgica, uma certa introspeção poética para criar algo intenso mas que não se leva demasiado a sério.

Com o lançamento de “Exit Strategy”, The Clockworks criaram um mundo para ser explorado, analisado e decifrado, mas acima de tudo para ser sentido. Para descobrir no dia 9 de março de 2024, no Music Box.

Deixa um comentário