Por vezes quando viajamos até ao nosso interior, conseguimos fazer descobertas que nos podem ajudar a sentir tudo à nossa volta de uma maneira diferente. Não há bom nem mau, correcto ou incorrecto. Há sentir e viver. Viver e morrer e tudo o que possamos experienciar enquanto ser humano consegue ganhar forma e voz através de uma das mais belas formas de arte, a música.

Pouco mais de um ano e meio depois do lançamento do seu primeiro longa duração, HOOFMARK regressa aos discos e aos mitos criados, consolidando o seu som orgânico de assinatura – uma dança agitada de correntes particulares de metal, rock e blues a que apelida de evil blues.

A curta distância que separa os dois discos revela um chamamento súbito de novas músicas. Ao longo de oito temas, entre canções dinâmicas, instrumentais que regulam humores e composições épicas, algumas das quais cantadas em português, Blood Red Lullabies captura diferentes tonalidades da música, ora na sua forma mais “extrema”, ora na mais subtil. Trata-se de um disco inesperado, coberto de dualidades e paisagens distintas onde cada um pode sentir o desconforto confortante de passear pelo desconhecido sem nunca levantar os pés do chão.

Blood Red Lullabies tem toques pintados a vermelho-sangue marcados pelos rigores da vida e de um futuro incerto, mesclando-se com uma dança agitada e mitos admiráveis que nos ficam a ecoar na mente e ocupam todos os poros do corpo, refletindo a importância de o projeto continuar a contar histórias e criar mitos, dentro e fora da música.

Blood Red Lullabies contou com a participação de El Vaquero Ungulado na Voz, Guitarras e Letras; Towkuhsh Razamod no Baixo, Harmónica, Acordeão, Guitarra (Solo em “Azuis & Vermelhidão”) e Piano [“All about our family (ella está muerta)”], Andrecadente na Bateria Acústica e Percussões, André Hencleeday no Piano e Jorge Silva na Flauta.

Num universo cheio de dualidades, entre o caos e a serenidade, a impermanência e conciliação reside HOOFMARK.

Vindo de um lugar de urgência e ansiedade, HOOFMARK nasce em 2012, em Lisboa, como alter ego de Nuno Monteiro Ramos que usa a música para manifestar confrontos, descobertas e conciliação. A sua criação mistura marcas particulares de metal, rock, blues e algumas coisas que ele próprio não entende bem. Caracteriza a sua música como Evil Blues, em homenagem a Mance Lipscomb, marcando a sua assinatura sonora na paisagem, torcendo-a à medida das necessidades e do seu foco de atenção: vida e morte, humano e Natureza, idolatria e lenda.

Fugindo a uma constância sonora, baseia-se na impermanência, oferecendo sempre discos que contém vários estilos, paisagens e rendilhados sonoros, necessitando dessa impermanência para se validar, soe como soar. Acima de tudo, HOOFMARK enraiza-se à terra e serve-se dela para compor olhando tudo à sua volta com outros olhos e, até dentro dele.

Depois da primeira demo Stoic Winds, lançada em 2016, de dois singles em 2017 e de um disco em 2021, Evil Blues, regressou a estúdio para o fazer segundo disco, Blood Red Lullabies.

“A clapalong” foi o single de antecipação de Blood Red Lullabies. O disco foi produzido e masterizado por Towkuhsh Razamod no ERRE, tem o selo da Raging Planet, é lançado hoje e em breve apresentado ao vivo ao público.

Mais informação em https://www.facebook.com/hoofmarkofficial

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