“Não Posso Ter Nada” é uma canção pop na sua essência. Uma canção para dançar, cantar e sorrir. Os ritmos mexidos, a melodia vibrante, os arranjos divertidos e inesperados e as letras corriqueiras revelam uma vontade do músico de se aproximar do público.

Com uma estrutura clássica, um refrão orelhudo, um verso desafiante e evolutivo e uma letra subjetiva, mas fácil de acolher, Tiago Vilhena revela que está por cá para nos oferecer músicas para ouvir, repetir e reter. A aura da canção de intervenção está presente, mas trocou a camisa por uma t-shirt e o relógio de pulso pelo smartphone. Por outras palavras, ouvimos “Não Posso Ter Nada” com uma roupagem moderna, fresca e leve, mas que consegue trazer consigo uma bagagem extensa da cultura musical portuguesa. O sotaque das beiras é deixado escapar de uma forma subtil, a guitarra clássica constrói o esqueleto, os sintetizadores vestem o sujeito e o ritmo fá-lo dançar. Sendo assim, não podíamos esperar um vídeo que não tivesse movimento. Filmado em Lisboa e realizado por Mariana Romão, este transpira boa disposição, saúde e cor. Todas as cores. Fica assim a primeira amostra do álbum que será divulgado ao longo do ano de 2022 e pelo que parece, a boa disposição vai ser o ingrediente principal.

Tiago Vilhena é um músico português, vive em Lisboa e foi parte de projetos como Savanna e George Marvinson. Hoje apresenta-se com o nome Tiago Vilhena e canta na sua língua de nascença. Neste último trabalho, junta as suas referências antigas do indie rock com a música portuguesa. Durante os últimos 2 anos aproveitou o isolamento para compor todas as músicas que conseguisse e o álbum que sairá em 2022 é o resultado deste trabalho. Mais uma vez, e como é comum com o artista, houve uma reinvenção da sua essência musical. Continuando com um carácter de cantautor, Tiago Vilhena apresenta-se desta vez com músicas divertidas, esperançosas, coloridas e que dão vontade de dançar. O ritmo é a chave das novas canções e a boa disposição é nítida e contagiante. Os temas variam entre o trabalho, a vida corriqueira, paixões e ambições. Assuntos com os quais a maioria dos ouvintes se identificará e onde irão encontrar uma zona de conforto. A noite Lisboeta, as vontades e ambições de um jovem adulto, a instabilidade que desequilibra o metódico, mas que inspira o criativo, são o objeto literal das novas canções do artista que promete por os pés a bater no chão.

Fotografia – Mariana Romão

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