“We have also sound-houses, where we practice and demonstrate all sounds and their generation.” Esta frase, retirada do romance “New Atlantis”, de Francis Bacon, publicado em 1627, foi partilhada connosco por Pete Kember, Sonic Boom, quando trocámos palavras acerca da remistura que fez para nós. “New Atlantis” é também o nome do seu estúdio em Sintra, onde vive, e o título que atribuiu à remistura.

Há muito tempo que admiramos o seu trabalho como artista e produtor. Desde adolescentes que ouvimos os Spacemen 3, Experimental Audio Research e Spectrum, bandas de que fez parte. E, nas nossas colecções, estão discos dos Beach House, MGMT e Panda Bear, por ele produzidos. O ano passado, enquanto Sonic Boom, lançou um dos nossos álbuns preferidos de 2020.

O Sonic Boom defende que existe um paralelo entre os sintetizadores e as plantas. Quando acrescentou a sua arte na “Galaxies”, foi como se estivesse a cuidar do nosso jardim. O resultado: o som de duas galáxias alinhadas com o universo.

“Galaxies” é retirada do álbum “Heavy Light”, editado em Julho de 2020. Um disco que é um tratado sobre como lidar com a intimidade na canção pop. Sobre a construção de memórias futuras. Sem nostalgias ou arrependimentos. Com partilha e amor.

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