O trio francês Servo lançou no passado dia 1 de Maio o seu segundo álbum, Alien. Um álbum que carrega uma sonoridade noise rock psicadélica e sombria, que se plasma com facilidade em momentos sombrios e hipnóticos e ataques de um poderoso noise. Chegando depois do LP de 2016 The Lair of Gods e mais uma série de EPs e singles, Alien é o primeiro álbum de Servo desde que entraram na família Fuzz Club.

O LP de sete faixas Alien encontra uma linha instável entre o heavy, o droning psych-rock e o gothic post-punk; guitarras desamparadas e estridentes e linhas de voz profundas e austeros, transformam-se em explosões penetrantes de feedback e distorção. A primeira faixa – ‘I’ – define uma batida techno fria e mecânica com guitarras cheias de reverb e vozes hipnotizantes, a tensão vai aumentando até que as coisas desmoronem em uma explosão de feedback e guitarras cheias de fuzz. ‘Ra’, por outro lado, é um pedaço de drone-rock pesado e sombrio que se desdobra em algo completamente transcendental nesta segunda faixa.

Depois vem o shoegaze melancólico meio gótico de ‘Pyre’, com as suas paredes densas e sobrecarregadas de som: “’Pyre’ fala sobre medo e ansiedade, de como alguém pode sentir-se esgotado, consumido e destruído pela parte da mente que não podemos controlar”, diz a banda sobre a música. A ‘Soon’, carregada de reverb fala de “Um monte de pessoas que desistiram de suas vidas. Elas apenas esperam que o fim chegue, desejando que os responsáveis ​​por esta enorme onda de desânimo não saiam impunes.”

A opacidade sinistra do psych rock de ‘II’ (“A descrição do caos e da dor num mundo imaginado por um homem louco que perdeu completamente o controle sobre a realidade”) leva ao ruído post-punk algo mecânico de ‘Yajna’ (“Um ritual de sacrifício com um objetivo específico. Aqui, o objetivo principal é glorificar a inexistência de moralidade”) e ‘Room # 3’, encerra o álbum de com o selo demarcado Servo: como um drone que soa do princípio ao fim, a banda desencadeia uma jam de sete minutos que assume muitas formas – tanto induz o transe, espalha distorções pesadas. Sobre esta faixa: “‘Room # 3’ ‘é um lugar no purgatório, o único caminho entre a vida e a morte. Isso dá à luz algo que cresce ao longo da música, ocupando cada vez mais espaço até assumir o controlo por completo. ”

Composta por Arthur Pierre (guitarra e voz), Louis Hebert (baixo e voz) e Hugo Magontier (bateria e vocal), os Servo passaram os últimos anos a apresentar concertos intensos – num ataque de ruído hipnótico e rasgos de luz ofuscantes – a um público crescente na Europa continental e no Reino Unido. Depois de vermos alguns dos seus concertos no ano passado – no The Shack and the Windmill em Londres e no Astral Elevalator’s Manchester Psych Weekender – sabíamos que tínhamos que trabalhar com os Servo. Alien, o seu primeiro lançamento no Fuzz Club, tem sete faixas de rock visceral e macabro e está disponível em vinil agora. Podem ouvi-lo e adquiri-lo aqui.

Texto pela Fuzz Club.

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