São cinco, mas não Os Cinco ou The Famous Five da escritora inglesa Enid Blyton, porque não têm uma menina nem um cão! São cinco músicos determinados e atentos ao que os rodeia.

A terminar a gravação do seu primeiro álbum de originais, os portugueses Them Flying Monkeys irão estar no dia 7 de Julho no Festival BBK em Bilbao, e regressam a Portugal para no dia dia 9 de Julho (sábado) abrirem o Palco Heineken no Festival NOS Alive. Ganharam este ano a Edição do EDP Live Bands e, muito provavelmente, irão ganhar um número considerável de fãs nos próximos tempos. Distorção do neopsicadelismo britânico como uma matiz alternativa, eis os Them Flying Monkeys!

Música em DX (MDX) – Começaram em início de 2011… eram mesmo muito novos! Como é que isso aconteceu?

Them Flying Monkeys – Aconteceu naturalmente. Estudávamos todos na mesma escola secundária, onde nos conhecemos, o Hugo tinha um barracão livre, havia colunas, microfones, cabos, guitarras e amplificadores, foi só meter mãos à obra. O facto de estudarmos no mesmo sítio e vivermos na mesma zona facilitou muito as coisas.

MDX – Que influências musicais tinham na altura do vosso primeiro EP homónimo, e quais as que têm neste momento?

Them Flying Monkeys – Gostamos de muita coisa e mostramos muita música uns aos outros. O próprio EP teve duas fases distintas, marcadas por duas sessões de estúdio separadas por um espaço de tempo que, apesar de curto, fez uma grande diferença na abordagem que tivemos em relação às músicas e à própria gravação. É difícil enumerar alguns nomes sem cair no cliché das bandas que tocam o tipo de rock que tocamos ou passa por esta fase, mas se pudermos escolher uma época que todos adoramos, aquilo que se fez nos 60’s e 70’s em Inglaterra, talvez seja a melhor resposta.

MDX – “Distorção do neopsicadelismo britânico como uma matiz alternativa”, soa bem mas o que é que isto quer dizer? O que é vos distingue de todas as outras bandas promissoras em Portugal?

Them Flying Monkeys – Também nos soa bem e pensamos que descreve bem aquilo que fazemos, ou pelo menos, aquilo que achamos que estamos a fazer. Podemos estar errados! No fundo, quem ouve o nosso disco e quem vai aos nossos concertos é que tem legitimidade suficiente para catalogar a música que fazemos. Já nos compararam com imensa coisa, às vezes coisas que nem sequer conhecemos. A única coisa que distingue cada banda é o seu som, a forma como dizem o que querem dizer.

MDX – Sei que já tinham concorrido a outros concursos de bandas, nomeadamente “Hard Rock Rising”. O que é que sentiram quando disseram o vosso nome na final do EDP Live Bands?

Them Flying Monkeys – É interessante a comparação entre os dois concursos, porque aconteceram em duas fases completamente diferentes da nossa formação e a nossa abordagem foi totalmente distinta em cada uma das situações. Se, em 2014 (altura em que concorremos ao Hard Rock Rising), ainda com a nossa antiga banda e uma formação da qual o Luís e o Francisco não faziam parte, chateámos todos os amigos e conhecidos para que votassem na nossa banda, desta vez optámos pelo desafio de esperar simplesmente que as pessoas ou o júri do concurso gostassem das nossas músicas. Felizmente, foi exatamente isso que aconteceu e ficámos muito felizes pela valorização!

MDX – Das três edições do EDP Live bands, vocês foram a banda vencedora a entrar mais cedo em estúdio. Já tinham as músicas prontas para gravarem? Quando terminam em estúdio?

Them Flying Monkeys – Estava tudo pronto, sim. As músicas estavam compostas e o estúdio estava marcado para a semana seguinte, só a vontade é que triplicou. Terminamos as gravações no decorrer do mês de Julho, depois do Alive e do BBK.

MDX – E agora, em preparação para dois momentos importantes para o lançamento dos Them Flying Monkeys, NOS Alive e BBK Bilbao. Têm tido muitos concertos? Como tem sido a receptividade do público, já têm a “turminha” de fãs?

Them Flying Monkeys – Temo-nos dedicado mais ao álbum que a outra coisa, mas não deixámos os ensaios e os concertos de parte. Tocámos no passado dia 4 junho na 2a edição do Festival Passarão em Sintra e demos um pequeno concerto como convidados especiais, num espetáculo que teve lugar no Centro Cultural Olga Cadaval, onde em outubro do ano passado apresentámos o nosso EP. Foi bom estar de volta! Quanto à “turminha” de fãs, sentimos que desde que lançámos o EP as coisas estão a correr bem e a recetividade, sobretudo nos últimos concertos, tem sido muito boa. A sensação de ver caras repetidas de pessoas que não conhecemos nem são nossas amigas é muito boa.

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MDX – Depois de actuarem no NOS Alive no BBK Bilbao, o que gostavam que acontecesse?

Them Flying Monkeys – Aquilo que todas as bandas gostavam: cada vez mais concertos para chegarmos a mais pessoas. Só queremos tocar e partilhar o nosso trabalho, cá dentro, lá fora, para todos os que nos queiram ouvir.

MDX – Já têm quem trate bem de vocês (manager)?

Them Flying Monkeys – Não, ainda não. Por agora vamos tratando dos assuntos extra música à vez. Por exemplo, agora está tudo nas mãos do Diogo, o guitarrista. É só falarem com ele.

MDX – Uma frase para convencerem os leitores do MdX a irem ver-vos ao NOS Alive e a comprarem o vosso CD?

Them Flying Monkeys – Como o macaco gosta de banana, vocês gostarão de nós. Muito obrigado ao Música em DX pelo interesse em falar connosco. Até já, vemo-nos no Alive!

Os Them Flying Monkeys, vencedores da edição do EDP Live Bands 2016, vão atuar no próximo sábado dia 9 de Julho no Palco Heineken do NOS Alive, e é uma sugestão Música em DX.

Entrevista – Carla Sancho
Fotografia – Videocreep