O NOS Primavera Sound conta já com 5 edições e uma oferta infindável de qualidade musical no Parque da Cidade do Porto. Após uma semana de acontecer em Espanha, Portugal vai receber o NOS Primavera Sound nos próximos 9, 10 e 11 de Junho.

Os festejos já tiveram início no passado dia 05 de Junho com o Mini NOS Primavera Sound como prova de que não são só os adultos que merecem disfrutar de boa música. O Festival abriu as portas do Parque da Cidade às 14h e contou com a presença de Luísa Sobral, They’re Heading West com convidados e Benjamim na parte da música e com os projectos Noiserv nas tuas Mãos, Crassh Babies, Os Jornais do Gepeto, Kids Jam Sessions e OVIS na área dos workshops e experiências.

Pelo terceiro ano consecutivo, a cidade do Porto dá as boas-vindas ao público do festival no próximo dia 8 no Passeio das Virtudes. Pelas 17h, podemos contar com a presença de Holy Nothing, X-Wife, Batida Dj Set e Mister Teaser. A entrada é gratuita e até à meia noite pode fazer-se uma troca antecipada do Passe Geral pela pulseira e cartão de acesso ao recinto.

No dia seguinte, já é dia de romaria ao Parque da Cidade. Vai ser uma maratona difícil, uma vez que o cartaz está demasiado bem composto e completo. Há opções difíceis que vamos ter de tomar, concertos que vamos ter de cortar e saltos rápidos de um palco para o outro que vamos ter de dar.

O festival começa pelas 17h, em grande e em português com os Sensible Soccers. Com o último trabalho em mãos e em palcos, Villa Soledade é um disco que merece ser conhecido e apreciado. Os nortenhos vão estar no Palco Super Bock e prometem levantar os pêlos de quem já ali estiver.

De seguida, no Palco NOS temos U.S. Girls. Não se enganem! Não são várias meninas americanas, mas sim uma canadiana. Com Half Free lançado em Setembro do ano passado, esta rapariga está disposta a envolver-nos na sua pop sensual e brilhante.

De regresso ao Palco Super Bock, os Wild Nothing vêm a seguir na lista. Também com álbum novo – Life of Pause – lançado em Fevereiro deste ano vão envolver-nos no seu sonho indie pop que remete para um por do sol quente, e catalisar-nos com uma voz penetrante.

Os Deerhunter esperam-nos logo de seguida no Palco NOS. No ano em que comemoram 15 anos de carreira prometem dar um concerto inesquecível. Irão, certamente, apresentar o último álbum Fading Frontier e prendar-nos com as suas malhas já tão bem conhecidas que preenchem sempre almas e ouvidos.

Num registo mais tranquilo e no Palco Super Bock vamos saborear cada nota da subtileza e delicadeza de Julia Holter. Num registo de art pop e ambient, as boas energias pairarão no ar e, com elas, sorrisos tranquilizantes.

Com elementos mais post-rock e experimentais, os tão aguardados Sigur Rós são os próximos a subir ao Palco NOS. Num registo onde a densidade impera e as camadas de atmosferas pesadas são prioridade, seremos obrigados a entrar no círculo e nele pousar genuinamente.

Depois de, há 2 anos, os Parquet Courts nos terem vindo apresentar Sumbating Animal á a vez da apresentação de Human Performance. Os Nova Iorquinos têm vindo a conquistar público e o seu post-punk meio garage rock, meio indie rock torna-se viciante. Um concerto imperdível e electrizante.

A fechar o Palco NOS e a lista das nossas sugestões, os Animal Collective. Um regresso aguardado após uma pausa. Pelo ar, experimentalismo carregado de psicadelismo e ambientes intermitentes. Vai ser um óptimo fim de noite que vai deixar o público com um frenesim incontrolável pelo corpo.

O segundo dia espera-nos e, com ele, mais quilómetros por andar e decisões que tomar. O dia vai começar, novamente, em português, com White Haus. O Dj, músico e produtor João Vieira (X-Wife e Dj Kitten) tem agora um novo projecto de pop electrónica com um bordado de luxo e é com ele que vamos dar início ao segundo dia de festival.

De seguida, no Palco NOS, espera-nos algo mais calmo e inquietante. Com material novo nas mãos, Cass McCombs promete encantar os amantes de folk e servir um concerto tranquilizante e arrepiante, cheio de contrassensos e escolhas boas.

De regresso ao Palco Super Bock, desta vez na companhia de Dan Bejar. O canadiano que volta e meia vem matar saudades das terras lusas, vem com Destroyer e traz Poison Season na mala. Os concertos de Destroyer têm sempre uma aura de beleza à sua volta de tal maneira envolvente que, poderá fazer cair lágrimas.

Corações ao alto! O sol californiano está prestes a iluminar o Palco NOS. Brian Wilson vem comemorar o 50º aniversário de Pet Sounds e nós estaremos lá para a cerimónia. Uma das bandas mais marcantes da década de 70, que abriu caminho ao surf rock e ao pop psicadélico vai ser revivida e relembrada pelo seu cérebro e mentor. Certamente que irá ser um dos concertos deste segundo dia.

20 minutos depois, no Palco, há Dinosaur Jr. A banda de rock alternativo que marcou os anos 80 e 90 vai estar a tocar ao mesmo tempo que Brian Wilson. Escolhas difíceis se aproximam, 2 bons concertos e 2 bandas marcantes, ainda que em décadas diferentes.

O Palco Super Bock é o destino e nele esperam-nos as londrinas Savages. O seu post-punk já é conhecido dos portugueses e a garra que transpiram também. Depois do sucesso do primeiro álbum, este ano lançaram Adore Life e vêm apresenta-lo da maneira como melhor sabem: com um concerto pesado e apetecível.

Ainda em feminino, mas desta feita, para um registo mais solto, passamos para PJ Harvey e o seu rock electrónico. Polly, é um ícone para muitos. A ânsia por este concerto será grande e o divertimento e preenchimento de vazios vai, certamente, fazer parte do alinhamento.

Fazendo um regresso ao passado e a uma cidade emblemática (Seattle) pela qualidade musical que viu nascer preparamo-nos para saborear a pureza do grunge e do punk-rock americano com Mudhoney. Emoções fortes se aproximam e dores de pescoço também.

Terminaremos a nossa lista de escolhas com algo sereno e calmante. Afinal, também precisamos de relaxar e acalmar o coração e os ouvidos. Os últimos da linha de concertos são os americanos Beach House. Trazem um indie pop que é absorvido pelo dream pop e vão fazer levitar almas e prepara-las para uma noite descansada.

Terceiro e último dia de festival e a música boa não para de dar cartas. Com ela, indecisões, também. Começamos novamente em português, com os Linda Martini e o seu novíssimo Sirumba coberto de uma maturidade gritante. Vão estar a abrir o Palco NOS.

Passamos para o rock puro e limpo de Neil Michael Hagerty & the Howling Hex no Palco. Com uma sonoridade que atravessa as linhas do rock’n’roll com arestas de rock de garagem, vai fazer levantar pó, quer ele exista, quer não.

No mesmo palco e logo de seguida, os californianos Autolux trazem-nos um rock experimental e electrónico que nos vão fazer navegar um pouco por entre o fim do dia e o início da noite cm ecos de vozes penetrantes.

É tempo de experimentalismo puro e do despertar de todas as emoções. Com várias texturas minimalistas e passagens por caminhos indescritíveis, os Battles serão capazes de nos criar confusões mentais e fazer-nos perder por labirintos esquizofrénicos.

Regressamos por uns minutos à garagem e ao post-hardcore mais cru com Drive Like Jehu. Também podemos contar com punk à mistura e, deliciar as mentes mais sedentas de headbanging. O último álbum foi lançado em 1994, fica a vontade que mostrem coisas novas.

Continuando no registo do punk, temos Titus Andronicus no Palco Pitchfork. Depois da sua estrondosa passagem no final de Novembro em terras lusas, vêm dispostos a criar mais explosões corporais e descargas de trovões.

A começar à mesma hora, no Palco NOS, os tão aguardados Air e a sua electrónica sensual que nos remete para os fins de noites loucas. Uma loucura saudável e saborosa, para ouvir de olhos fechados e boas energias no pensamento.

Rumamos ao Palco Super Bock para nos deliciarmos com o post-rock instrumental de Explosions in The Sky. Expectativas altas e caminhos mentais por desbravar esperam-nos a esta hora.

Num registo mais profundo e apaixonante, aparece Ty Segall and The Muggers. Aqui, veremos todas as peças serem colocadas nos respectivos lugares e o corpo a regressar à terra. Apresentará o fresco Emotional Mugger.

Para finalizar, uma das bandas que mais edições de Primavera Sound conta, Shellac. Percebe-se porquê, a sua música tem um toque viciante e pesado, capaz de nos colocar em modo hipnótico e comandar todos os nossos sentidos.

Será difícil digerir a intensidade que se vai viver nestes 3 dias. Os bilhetes para o NOS Primavera Sound encontram-se esgotados e o bilhete não dá direito a alojamento.

Durante o festival estará disponível um mercado com 22 marcas desde roupa a pranchas de surf, passando por bicicletas.

É ainda oferecida uma enorme variedade gastronómica para todos os gostos. Para além das bancas já conhecidas, vão estar representados os espaços mais carismáticos do Porto, comida vegetariana, vinhos do Douro e street food.

Todos os elementos se alinham para que seja um festival único e muito bem passado.

Pode acompanhar todas os momentos no nosso website em Reportagens > Festivais > NOS Primavera Sound ou no website oficial do festival.

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Texto – Eliana Berto
Fotografia (Capa) – Luis Sousa