É com “Mergulho” que Filho da Mãe, esse nome que já dispensa apresentações, volta aos nossos ouvidos depois de “Cabeça” (2013), onde se consagrou como um dos guitarristas mais exímios que já escutámos. À primeira audição, “Mergulho” é um autêntico campo de batalha entre várias forças igualmente possantes que colidem e dão corpo a uma tempestade algo bucólica e imprevisível. Tudo isto deve-se não só ao homem por detrás da guitarra, mas também ao sítio onde o disco se alinhou: no Mosteiro de Rendufe, em Amares.

A sua pré-estreia, antes de chegar às várias plataformas de stream a 7 de Março e às lojas numa edição conjunta Lovers & Lollypops e Cultura FNAC a 14, deu-se ontem dia 29 pela Antena 3. Depois, “Mergulho” invade os palcos do Porto e de Lisboa, apropriando-se de outros não tão naturais como o Mosteiro de Rendufe, para um autêntico regresso às origens. As actuações contam com a presença de convidados especiais como Cláudia Guerreiro (Linda Martini, Asneira), João Nogueira (Cruzes Credo, Riding Pânico) e João Brandão (produtor do disco).

11/03 Claustros da Igreja de São Domingos, Viana do Castelo
18/03 Teatro Maria Matos, Lisboa (c/ Cláudia Guerreiro, João Nogueira e João Brandão)
19/03 TREMOR, Ponta Delgada, Açores
21/04 Helena Sá e Costa, Porto (c/ Cláudia Guerreiro, João Nogueira e João Brandão)
22/04 Mosteiro de Rendufe, Amares

Convém-nos acrescentar, ainda, que, na mais pura das coincidências, a residência artística de Filho da Mãe se deparou com a do realizador de “Alto do Minho”, Miguel Filgueiras. Dessa causalidade sairá, em breve, um retrato visual da concepção de “Mergulho”.

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Fotografia (Capa) – Renato Cruz Santos